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Dose única

ES aguarda definição do Ministério da Saúde sobre vacina Janssen em grávidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propôs a suspensão do uso do imunizante em gestantes e sugere que as mulheres recebam Coronavac e Pfizer

Publicado em 05 de Julho de 2021 às 19:59

Isaac Ribeiro

Publicado em 

05 jul 2021 às 19:59
Vacina contra covid-19 da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson
Vacina contra covid-19 da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson Crédito: Divulgação/Sesa
governo do Estado aguarda uma definição do Ministério da Saúde quanto à aplicação da vacina Janssen em grávidas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propôs a suspensão do uso do imunizante em gestantes. A recomendação também contempla a vacina Astrazeneca. O documento da agência sugere que as mulheres recebam Coronavac e Pfizer.
Durante a coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizada nesta segunda-feira (5), o secretário Nésio Fernandes e o subsecretário Luiz Carlos Reblin também comentaram  a aplicação da terceira dose de vacina em idosos, conforme discutido em outros Estados brasileiros, e o uso de imunobiológicos de marcas diferentes na primeira e segunda dose.
ES aguarda definição do Ministério da Saúde sobre vacina Janssen em grávidas
O subsecretário de Vigilância em Saúde da Sesa, Luiz Carlos Reblin, disse que a Sesa, de forma conjunta com os municípios, tem condição de alterar determinados modelos e formatos de vacinação, como adiantar a imunização de grupos prioritários já previstos no Plano Nacional de Imunização (PNI).
"A Anvisa propõe a suspensão da Astrazeneca e da Janssen às grávidas. Dependemos de uma posição nacional. É essa posição que vai definir que tipo de vacina usar, e isso precisa ser decidido nacionalmente"
Luiz Carlos Reblin - Subsecretário da Sesa

TERCEIRA DOSE EM IDOSOS

Questionado sobre a possibilidade de adotar um esquema de vacinação com doses de fabricantes diferentes no Espírito Santo, Nésio explicou que o governo do Estado vai atender às recomendações do Plano Nacional de Imunização (PNI). Segundo ele, é preciso garantir que a população tenha alcance com as duas doses do mesmo imunizante, conforme define o PNI.
"Nós iremos adotar o esquema (de imunização com doses de diferentes fabricantes) caso o PNI decida adotar no Brasil. Não adotaremos de forma unilateral porque dificulta. Se não for uma decisão nacional, isso dificulta a operacionalização e as distribuições das doses da vacina. Neste momento, questões logísticas são determinantes para o êxito da vacinação no nosso país".
A Sesa também atribuiu ao governo federal a decisão de ofertar a terceira dose aos idosos. De acordo com Luiz Carlos Reblin, "é uma decisão nacional porque precisamos de doses de vacinas numa quantidade maior para realizar", explicou.
Para Nésio, o foco está na ampliação da cobertura vacinal. "Ampliando, os idosos estarão protegidos. Precisamos entender que a vacinação é uma estratégia coletiva e que o benefício será alcançado com a ampliação da cobertura em toda população", destacou.

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