Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Anna Luíza

Criança atingida por concreto em Guarapari em 2019 ainda tem sequelas

A criança passeava com a família, que veio de Minas Gerais para ver o mar, quando foi atingida por um bloco de concreto que caiu de um edifício

Publicado em 18 de Maio de 2021 às 22:24

Isabella Arruda

Publicado em 

18 mai 2021 às 22:24
Data: 12/11/2019 - ES - Vitória - A pequena Anna Luíza, que foi atingida por concreto, em Guarapari, recebe alta do Hospital Infantil, em Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
A pequena Anna Luíza, que foi atingida por concreto, em Guarapari, recebeu alta cerca de um mês depois do acidente Crédito: Fernando Madeira | Arquivo
A menina Anna Luiza, hoje com 4 anos e 4 meses de idade, ainda tem sequelas do acidente ocorrido na Praia do Morro, em Guarapari, no dia 19 de outubro de 2019. A criança passeava com a família, que veio de Minas Gerais para ver o mar, quando foi atingida por um bloco de concreto que caiu de um edifício. Hoje, apesar de se mostrar alegre, a pequena divide o tempo das brincadeiras entre sessões de fisioterapia e consultas médicas.
De acordo com a avó da criança, dona Geni Rodrigues de Abreu, em virtude do ocorrido cerca de dois anos atrás, Anna Luiza desaprendeu conteúdos escolares que antes sabia de cor. "Quando houve o acidente ela já sabia contar até 10, mesmo em inglês, e conhecia as cores. Depois do acidente ela esqueceu", afirmou.
A menina foi atingida por um bloco de concreto em Guarapari, em 2019
A pequena Anna Luíza agora tem 4 anos Crédito: Arquivo da Família
Segundo a mãe da menina, Sheila Portela, os movimentos da criança também ficaram prejudicados. "Ela não mexe com a mão esquerda e um lado do rosto também não mexe. A mão não tem habilidade, não fecha, não abre, fica dura. Ela anda fazendo movimento rotatório e o cérebro dela é aberto ainda", disse.
Além das sequelas, o tratamento que Anna Luiza recebe envolve vários profissionais e gera um gasto que a família mal tem condição de arcar, sendo que, por vezes, precisam fazer vaquinhas, organizar almoços solidários e até rifas. Sheila contou que estima os gastos em R$ 3 mil, sem incluir natação e neurologista.
Ver a filha desse jeito fez a mãe perder o emprego e entrar em depressão. "Esqueci de mim, de cabelo, unha. Sou muito vaidosa, mas tive que esquecer que existia para que ela pudesse sobreviver", contou à reportagem da TV Gazeta. Hoje a família da menina cobra que os responsáveis pelo prédio paguem os gastos com a criança.
A pequena Anna Luíza agora tem 4 anos Crédito: Arquivo da Família
Para Flávio Porto, advogado da família, no início o condomínio ajudava com os custos. "O condomínio, no primeiro momento, quando houve a fatalidade, arcou com a hospedagem da família, que ficou por cerca de um mês no Espírito Santo. Após o retorno para o interior de Minas, o condomínio mandava, por alguns meses, uma quantia, que também não era o suficiente para arcar com tudo. Mas infelizmente o condomínio parou de dar qualquer auxílio", pontuou.
Porto apontou ainda uma série de erros que entende ter havido desde a fase de inquérito policial. Segundo ele, além de o condomínio não ter sido responsabilizado criminalmente como deveria, o caso está sendo tratado como sendo de lesão corporal leve. "Desde o inquérito até o movimento de hoje no processo que tramita em Guarapari houve algumas falhas. Por exemplo, não foi juntado o prontuário médico aos documentos, de modo que não se pode aferir a gravidade da situação, correspondente à lesão grave", acrescentou.
Depois do acidente, o prédio passou por reforma e hoje está com proteções. Acionada pela reportagem da TV Gazeta, a Polícia Civil informou que a perícia e a inspeção do Corpo de Bombeiros não constataram negligência do condomínio ou do proprietário, mas apenas um desgaste que estava escondido na estrutura.
O Ministério Público, também acionado, explicou que, como não houve intenção do crime, a pena máxima aos responsáveis não passa de 2 anos. O MP informou ainda que, neste caso, mesmo tendo ocorrido uma lesão grave, não há previsão legal para o agravamento da pena. O advogado da família discorda e aguarda a resposta da Justiça.
Para Sheila Portela, o que fica é o desejo por justiça. "Eu só quero Justiça, que as pessoas se coloquem no meu lugar de mãe e vejam minha dor. Vejo as crianças correndo e a minha não pode. Eu tenho que segurá-la, porque ela pode cair e bater a cabeça ou até morrer", desabafou.

RELEMBRE O ACIDENTE

Um pedaço do concreto da varanda de um edifício na Praia do Morro, em Guarapari, se soltou da estrutura e atingiu em cheio a cabeça de Anna Luiza, que passava pela calçada no colo do pai. O acidente aconteceu no dia 19 de de outubro de 2019. A menina estava em um grupo de oito pessoas da família, todas turistas de Minas Gerais. Uma tia e o pai dela também tiveram ferimentos leves por conta da queda do concreto.
Anna Luiza apresenta melhora após queda de bloco de granito que a atingiu na cabeça
Anna Luiza aos 2 anos Crédito: Arquivo da Família
A criança chegou a ser socorrida pelo Samu para o Hospital São Franscisco de Assis, também na Praia do Morro, e depois foi transferida para o pronto socorro do Hospital Infantil, anexo ao Hospital da Polícia Militar, em Vitória.
A criança, com a hospitalização, veio apresentando melhora contínua e teve alta hospitalar depois de cerca de um mês do acidente.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O Irã é a seleção mais azarada da Copa do Mundo?
Imagem de destaque
Pessoas LGBTQIAPN+ superam preconceito e conquistam espaço no empreendedorismo no ES
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 28/06/2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados