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Polo gastronômico

Comerciantes reclamam de alagamento na Rua da Lama após obras

Chuva de sexta-feira (22) alagou bares e restaurantes do reduto boêmio de Jardim da Penha, que recentemente passou por obras de revitalização

Publicado em 23 de Dezembro de 2023 às 14:17

João Barbosa

Publicado em 

23 dez 2023 às 14:17
A rápida chuva registrada na noite de sexta-feira (22) causou estragos em Vitória. E um dos locais mais afetados foi a Rua da Lama, tradicional reduto boêmio, com bares e restaurantes, de Jardim da Penha. Recentemente reurbanizado e transformado em polo gastronômico, com obras que custaram R$ 4,5 milhões e foram inauguradas em outubro, o local ficou alagado, causando revolta em moradores e comerciantes da região, que reclamaram do prejuízo provocado pela falta de drenagem.
Vídeos divulgados nas redes sociais (veja acima) mostram a Rua da Lama e as calçadas ao redor tomadas pela água, durante a chuva. Em função do alagamento, as mesas dos restaurantes e os clientes ficaram ilhados no local. De acordo com comerciantes da região, esta foi a terceira vez que o polo gastronômico ficou alagado deste as obras de revitalização.
O comerciante Carlos Eduardo Santos, que teve sua loja invadida pela água na sexta (22), diz ter alertado sobre os riscos de alagamento no local, ainda durante a execução da obra. "O sentimento é de impotência diante do descaso do poder público, uma vez que os envolvidos foram alertados na época da execução da obra e, mesmo assim, nada foi feito para modificar o projeto de escoamento de água, que em nada condiz com a realidade do local", aponta.
Carlos Eduardo explica que o problema de entupimento de esgoto não é novo, mas que poderia ter sido resolvido durante as obras. "Reclamamos disso há anos e eles sempre fazem o paliativo. Temos que abrir chamado na Cesan de três a quatro vezes ao mês para virem desentupir o esgoto que transborda no meio da rua”, relata.
Outro comerciante da região, Marcelo Fonseca também reclamou dos problemas na Rua da Lama. "É uma obra que acabou de ser concluída e não se mostra eficiente", disse, em entrevista ao repórter Caíque Verli, da TV Gazeta.
Na manhã deste sábado (23), equipes de limpeza da Prefeitura de Vitória foram até a Rua da Lama para desobstruir da rede de drenagem. Funcionários também limparam as canaletas instaladas no local para escoar a água da chuva. Foram retiradas muitas tampas de garrafa, entre outras sujeiras, que estavam atrapalhando a passagem da água.
Por meio de nota, a Prefeitura de Vitória informou que a equipe enviada ao local não constatou inadequação no sistema de drenagem.
“A Secretaria Municipal Central de Serviços informa que o local conta com caixas ralo e que o processo de drenagem realizado por elas está ativo e funcionando. A Secretaria Municipal de Obras (Semob) acrescenta que, entre as 22 e 23 horas, caiu um grande volume de chuva na região. Foram registrados 25mm no momento do temporal, na estação de medição existente no local. O que as imagens mostram não denota insuficiência da rede de drenagem. O projeto de drenagem previsto para a Rua da Lama retirou os antigos bueiros e os substituiu por canaletas, que facilitam a manutenção e limpeza, o que ocorre de forma permanente”, informou a prefeitura.
Em entrevista à TV Gazeta, a secretária Executiva de Obras de Vitória, Maria Aparecida Lima Freire, também atribuiu o alagamento à intensidade da chuva. E garantiu que não há problemas no sistema de drenagem da Rua da Lama.
"O sistema de drenagem está em perfeito funcionamento. Assim que cessou a chuva, a água escoou normalmente.  Esse sistema é novo em relação ao anteriormente existente. Foram instaladas canaletas artificiais, que substituíram o tradicional sistema de bueiros, que havia na região. Equipes de limpeza mantêm monitoramento constante no local. O que verificamos foi uma chuva muito intensa, num período curto de tempo, o que desafia qualquer sistema de drenagem em função do enorme volume de água", explica.
Maria Aparecida também pediu a colaboração da população para evitar o entupimento do sistema de escoamento da água da chuva. "Às vezes, encontramos depósitos irregulares de lixo, material que acaba entupindo a rede quando há chuva intensa", destaca.
A Cesan foi demandada a respeito da reclamação dos comerciantes da Rua da Lama, mas não enviou resposta até a publicação deste texto.

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