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Meio ambiente

Colatina aponta crime ambiental em descarte de líquido colorido no Rio Doce

Moradores relatam que substância com tons esverdeados e avermelhados é despejada diariamente no rio há cerca de um ano

Publicado em 14 de Maio de 2026 às 10:02

Adrielle Mariana

Publicado em 

14 mai 2026 às 10:02

Líquidos coloridos vêm sendo descartados no Rio Doce, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, conforme flagrou a reportagem da TV Gazeta Noroeste na quarta-feira (13). O material, com tons esverdeados e avermelhados, é despejado por um cano às margens do rio. Segundo a prefeitura, a situação pode configurar crime ambiental.


O descarte, cuja origem ainda é desconhecida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, tem causado preocupação entre moradores da região. De acordo com relatos, o problema ocorre diariamente há cerca de um ano.

Todos os dias, por volta de 13h e 13h30, eles liberam essa cor aí. Nem sabemos dizer o que é. Fico preocupado, querendo entender o que está acontecendo e se seria possível evitar essa situação

Romilson Caleari, aposentado

Flagrante foi feito pela TV Gazeta Noroeste
Segundo moradores, os líquidos esverdeadas e avermelhadas são despejadas diariamente por meio de uma tubulação às margens do rio Célio Ferreira

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Estevão Bravin, a empresa responsável pelo descarte irregular ainda não foi identificada. As equipes realizam fiscalizações para localizar a origem do material e autuar os responsáveis em flagrante. 


Após a identificação da empresa, a prefeitura deverá exigir medidas urgentes para interromper a poluição no rio.


De acordo com a apuração do repórter Enzo Teixeira, a tubulação por onde o líquido é despejado integra a rede do Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear). No entanto, o secretário explicou que o tratamento desse tipo de resíduo é de responsabilidade da empresa que o produz, antes do lançamento na rede pública.


Para que o descarte ocorra de forma regular, o material precisa passar por processos de separação e tratamento dentro da própria indústria.


A reportagem de A Gazeta entrou em contato com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que informou que a responsabilidade é do município.


Nesta quinta-feira (14), equipes técnicas da Secretaria de Meio Ambiente continuaram realizando fiscalizações no local para identificar o responsável pelo descarte. Segundo a pasta, as possíveis consequências para a empresa ou responsável são:


  • Auto de Infração por crime de descarte irregular de resíduo industrial em curso hídrico, uma multa que pode chegar até R$ 25 mil;
  • Suspensão das atividades industriais para evitar o danos ambientais;
  • Retorno das atividades somente após o cumprimento de todas as exigências previstas na legislação ambiental.


A orientação da prefeitura é para que moradores acionem a Ouvidoria Municipal ou a Secretaria de Meio Ambiente pelos telefones (27) 3177-7022 e WhatsApp (27) 9 9780-5806 caso presenciem novos descartes irregulares na região.

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