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Área de restinga

Cobras vistas na Praia de Itaparica indicam equilíbrio ambiental, explica biólogo

Segundo especialista, espécies controlam populações de ratos e lagartos e não representam risco se não forem provocadas

Publicado em 04 de Novembro de 2025 às 19:05

Nayra Loureiro

Publicado em 

04 nov 2025 às 19:05
As cobras que têm aparecido na restinga da Praia de Itaparica, em Vila Velha, não representam uma ameaça para os frequentadores. O aparecimento desses animais, segundo o biólogo Daniel Motta, vice-presidente do Conselho Regional de Biologia, é um bom sinal, pois mostra que o ambiente está equilibrado. “ Uma restinga bem conservada volta a ser habitat de vários animais, inclusive das serpentes”, explicou Motta em entrevista à TV Gazeta.
O biólogo destacou que as serpentes ajudam a controlar populações de lagartos e roedores, atuando de forma natural no ecossistema. “Lugares que têm a presença desses animais costumam ter menos roedores. Isso é um sinal claro de equilíbrio ecológico”, afirmou.
O biólogo esclareceu ainda que as cobras registradas em vídeos que circulam nas redes sociais, como a parelheira e a cobra verde, são venenosas, mas não representam risco elevado
O biólogo esclareceu ainda que as cobras registradas em vídeos que circulam nas redes sociais, como a parelheira e a cobra-verde, são venenosas, mas não representam risco elevado Crédito: Leitor | A Gazeta
Motta lembrou que os moradores também têm papel importante na prevenção da presença de ratos. “A gente precisa evitar descartar resíduos orgânicos, porque isso atrai roedores. Mas, se eles aparecerem, as cobras dão conta do controle”, disse. Ele explicou que é normal que os animais se desloquem pela areia, especialmente ao se moverem entre fragmentos de vegetação. “Essa transição pela areia é comum. Só é preciso acionar a ouvidoria da prefeitura se o animal for encontrado fora da área de restinga”, orientou.
O biólogo esclareceu ainda que as cobras registradas em vídeos que circulam nas redes sociais, como a parelheira e a cobra-verde, são venenosas, mas não representam risco elevado. "Porque a dentição delas, onde ela vai inocular o veneno nas presas, fica no fundo da boca. Então, até chegar no dente, na hora que ela estiver mastigando, demora muito", explicou.

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