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Monkeypox

Caso suspeito de varíola dos macacos no Espírito Santo é descartado

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, nesta terça (21), que as amostras enviadas para análise na UFRJ não detectaram a doença

Publicado em 21 de Junho de 2022 às 12:05

Daniel Pasti

Publicado em 

21 jun 2022 às 12:05
Varíola dos macacos é causada Varíola dos macacos: ES terá grupo para monitorar casos
Caso suspeito de varíola dos macacos no ES foi descartado pela Sesa Crédito: Samuel F. Johanns/Pixabay
caso suspeito de varíola dos macacos em um homem de 44 anos que estava sendo investigado no Espírito Santo foi descartado. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (21). 
Exames conduzidos pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) já tinham descartado "diagnósticos diferenciais" no homem. Uma outra análise estava sendo feita por peritos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que descartou o caso, conforme informe do Ministério da Saúde enviado na noite de segunda-feira (20).
Na última quarta-feira (15), o indivíduo havia sido internado após apresentar sintomas da doença, como febre e erupções cutâneas. Apesar de já ter recebido alta hospitalar, ele permanecia isolado, segundo a Sesa. O paciente é comandante de uma embarcação que saiu de Singapura e atracou na costa capixaba.
Na sexta-feira (17), o subsecretário Luiz Carlos Reblin explicou, em entrevista à Rádio CBN Vitória, que os exames feitos no Lacen-ES poderiam confirmar que o paciente tinha outra doença — excluindo, por consequência, a varíola dos macacos. 
"Ele foi internado em um hospital particular, onde foi coletado material para monkeypox e outras doenças. Cada hospital tem uma área de isolamento. Aqui na Grande Vitória temos o Hospital Universitário e o Hospital Estadual de Vila Velha como referências para este tipo de caso, que requer isolamento", disse.

OITO CASOS CONFIRMADOS NO BRASIL

Até esta segunda-feira (20), o Brasil possui oito casos confirmados da varíola dos macacos: quatro em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e dois no Rio Grande do Sul. A primeira confirmação se deu na quinta-feira (9), na capital paulista, cujo paciente havia viajado recentemente à Europa.
No histórico recente, o primeiro caso europeu foi registrado em 7 de maio deste ano, em uma pessoa que havia retornado para a Inglaterra, após uma viagem à Nigéria — país da África onde a doença é considerada endêmica. Desde então, pelo menos 1.500 se contaminaram ao redor do mundo.

DOENÇA NÃO É NOVA: SINTOMAS E TRANSMISSÃO

Apesar de ter tomado os noticiários recentemente, a varíola dos macacos foi descoberta na década de 1950, após dois surtos em colônias desses animais, que eram mantidos para pesquisas. Já o primeiro caso humano foi registrado na década de 1970, no Congo, país africano.
De acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas costumam durar entre duas e três semanas, consistindo em: febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções cutâneas, geralmente no rosto, na palma das mãos e na sola dos pés.
De maneira geral, são duas as variantes principais da doença. A mais grave delas, conhecida como "cepa do Congo", pode chegar a 10% de mortalidade. Já a outra, denominada popularmente de "cepa da África Ocidental", tem uma taxa de letalidade bem menor, próxima de 1%.
O vírus causador pode ser transmitido por meio do contato com lesões na pele e gotículas de uma pessoa contaminada, além de objetos compartilhados. Por isso, a Anvisa sugeriu que os brasileiros usem máscaras, reforcem a higienização e façam o distanciamento social para evitar a transmissão.

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