A morte do jornalista Caíque Verli, 33 anos, da TV Gazeta, comoveu os profissionais da Rede Gazeta. Seu profissionalismo, a dedicação com a notícia e o compromisso com o jornalismo foram ressaltados por amigos e colegas, assim como a generosidade e o respeito que tinha com todos.
Geraldo Nascimento, editor-chefe de A Gazeta e CBN Vitória, disse que, hoje, “passa um filme na cabeça”, com as lembranças do trabalho de Verli na Rede Gazeta.
“Um filme que inclui o momento de sua chegada à Rede Gazeta, suas habilidades testadas e bem avaliadas nos jornais impressos, na Rádio CBN, no digital e na TV Gazeta. Era um jovem inquieto, preocupado com o avanço da sua carreira e com o resultado das suas entregas, conquistava e mantinha boas fontes, fruto do relacionamento respeitoso com elas, demonstrando comprometimento e profissionalismo. Além disso, era cordial com os amigos e colegas. É um dia de muita tristeza. Que a família dele se sinta abraçada e receba essas mensagens como uma ponta de alento.”
O editor-chefe da TV Gazeta e g1 ES, Bruno Dalvi, destacou a trajetória de Verli.
"Era um jornalista muito comprometido com o trabalho, responsável, e cultivava boas fontes, principalmente na área de segurança pública, onde ficou reconhecido por sua atuação. Era um jovem alegre, animado, querido por todos os colegas. Hoje é um dia difícil para nós, da redação, mas vamos honrar a memória dele da forma que ele mais acreditava: fazendo jornalismo! Caíque era repórter, e um repórter tem a nobre missão de informar. É isso que faremos, ainda que com o coração partido, com o mesmo compromisso que ele sempre teve."
O editor de A Gazeta Rodrigo Lira lembra de quando Verli chegou à redação e reparou “em uma característica que, de cara, os muitos anos de experiência te fazem perceber. De que aquele profissional, com o brilho nos olhos, vai vingar, que vai se tornar um grande repórter, que tem sagacidade, curiosidade, vontade de aprender, inquietude e, principalmente, responsabilidade com a informação. Posso dizer que me sinto orgulhoso de ter contribuído e participado, enquanto editor, da formação profissional desse grande talento que era o Caíque".
Jornalista e ex-coordenador do Curso de Residência em Jornalismo, Eduardo Fachetti também ressaltou o talento de Caíque, afirmando “que ultrapassava a técnica básica".
"Antes de mostrar o quão bom profissional era, ele conquistava pela simpatia, pela gentileza. Foi assim desde que chegou à Rede, como aluno do Curso de Residência. Depois, foi crescendo na carreira com humildade, paciência e um carisma nato, uma forma muito própria de se aproximar das pessoas e ganhar a confiança. Nos tornamos amigos, e essa amizade sempre foi marcada por conversas sinceras, desabafos, momentos de leveza. Caíque deixa um vazio enorme no Jornalismo e no coração daqueles que o amavam. Uma perda muito sentida.”
A editora e apresentadora do telejornal Gazeta Meio Dia, Rafaela Marquezini, lembrou da sensibilidade do profissional ao produzir as reportagens. "Ele tinha muito cuidado com as fontes e respeito pela dor do outro. Tinha um faro apurado pelas notícias, era apaixonado por jornalismo. Vai fazer muita falta nas telas e na nossa redação."
Vilmara Fernandes, colunista de A Gazeta, salientou o quanto "Caíque era um amigo muito especial, alegre, divertido, presente, com um sorriso e um brilho no olhar difícil de esquecer. E foi um profissional incrível, sempre atento aos fatos, tratando os temas e reportagens com empatia, buscando entender o impacto social e emocional de cada informação. Já está fazendo muita falta".
A colunista de Política de A Gazeta, Letícia Gonçalves traz lembranças recentes. Ressaltou que "Caíque era um bom amigo. Divertido, fã de pagode e estava feliz por ter conhecido o Maracanã recentemente. Vou sentir falta dos nossos momentos juntos."
A saudade dos bons momentos também está com Beatriz Heleodoro, produtora da CBN Vitória. Para ela, é "muito difícil falar do Caíque no passado ou com tristeza porque ele é exatamente o contrário: presente e alegria".
"Nunca deixou de dizer um 'eu te amo', nunca deixou de aproveitar a vida. Aprendi muito com ele, para além do jornalismo, sobre saúde, bem-estar e amor próprio. Ele era excepcional na tela e ainda mais fora dela. Vai seguir com a gente em um samba bom, num almoço no meio da semana (com mais carboidrato do que salada), no rádio, na TV, no site… Tudo tem Caíque, tudo sempre vai ter."
A coordenadora de Comunicação Mercadológica da Rede Gazeta, Lara Rosado, reforça que "hoje é um dia de muita tristeza".
"A partida do Caíque Verli deixou um buraco no meu coração. Nunca vou me esquecer do apoio que ele me deu no início da minha carreira, me ensinando a dar os primeiros passos como repórter. Sempre prestativo, atencioso, generoso. O jornalismo perde um profissional dedicado, comprometido, com sede de apurar os fatos. Sorte a minha que, além de colega de trabalho, se tornou um grande amigo, que trazia alegria por onde passava. Tenho certeza de que Caique deixa um legado de amor pelo que fazia. Um legado que vive em cada colega que ele ajudou, em cada história que contou com tanto cuidado e em cada sorriso que deixou por onde passou."
Para Talita Carvalho, analista da Redação A Gazeta e CBN Vitória, Caíque será lembrado pelo seu compromisso com o jornalismo, pela ética, dedicação e respeito à verdade.
"Seu trabalho marcou colegas, fontes e leitores, deixando um legado que permanece vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e de compartilhar sua caminhada profissional. Neste momento de dor, expressamos nossos mais sinceros sentimentos à família, aos amigos e a todos os que foram tocados por sua trajetória. Que sua contribuição ao jornalismo continue inspirando profissionais e que sua memória permaneça como exemplo de compromisso e humanidade."
Velório e enterro em Minas
Caíque morreu nesta quinta-feira (23). O repórter foi encontrado dentro do apartamento onde morava, em Vitória. Ele era natural de Carangola, em Minas Gerais. Uma equipe do Samu foi acionada por amigos que o encontraram logo pela manhã. E a Polícia Científica também foi ao local, constatando o óbito.
Veja nota de pesar divulgada pela Rede Gazeta:
É com profundo pesar que a Rede Gazeta comunica o falecimento do jornalista e repórter Caíque Verli. A família de Caíque já foi informada e está sendo acompanhada pela empresa em Minas Gerais, onde reside.
Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão, a quem desejamos força e conforto.
Caíque deixa um legado de dedicação e comprometimento com o jornalismo, e será lembrado com carinho e admiração por todos que tiveram o privilégio de conviver e trabalhar ao seu lado.
As causas do óbito estão sendo apuradas pela Polícia Civil do Espírito Santo. Informações sobre velório e sepultamento serão comunicadas oportunamente.