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Opinião da Gazeta

Presídios do ES: procedimentos de segurança afinados evitam tragédias

Incidentes em três unidades do sistema prisional capixaba no fim de semana mostram como ações de inteligência e prevenção, bem como respostas rápidas, são essenciais para a segurança dos presídios

Publicado em 14 de Maio de 2025 às 05:33

Públicado em 

14 mai 2025 às 05:33

Colunista

Presídio de Segurança Máxima em Viana
Presídio no Espírito Santo Crédito: Tati Belling/Ales (Arquivo)
Um preso que aproveita o momento em que está recebendo atendimento médico para tomar as armas e fazer dois policiais penais reféns parece uma cena de filme ou série de ação. A tentativa de fuga, impedida pela reação de um dos policiais ameaçados pelo detento e pela ação da Divisão de Escolta e Recaptura Policial (DERP), foi um dos incidentes ocorridos dentro do sistema prisional capixaba neste fim de semana.
Em todas as movimentações de presos registradas, nenhuma delas com sucesso, ficou patente que os procedimentos de segurança, com treinamentos e protocolos bem definidos, são fundamentais para evitar mortes e fugas no ambiente carcerário.
A exemplo da atuação da Polícia Penal no Centro de Detenção Provisória de Aracruz (CDPA), após denúncia de que haveria o resgate de um detento com a invasão da unidade por 20 pessoas. Foi realizado um trabalho de inteligência que antecipou cenários, efetuou a transferência do preso e reforçou a segurança do presídio. Um alarme em falso? Ninguém pagou para ver. É assim que deve ser.
Na Penitenciária Estadual de Vila Velha 1 (PEVV 1) um detento também tentou pegar a arma de um policial penal durante um procedimento interno realizado por cinco servidores. Foi necessário efetuar disparos para paralisá-lo, após o interno receber ordem para voltar ao seu lugar e não cumpri-la.
A gestão dos presídios é parte fundamental na consistência das políticas de segurança pública, o que acontece lá dentro é de  interesse da sociedade, pois também tem impacto na criminalidade nas ruas. É preciso se preocupar, por exemplo, com a superlotação. Em fevereiro, após a fuga de dez detentos do Centro de Detenção Provisória de Viana 2, a colunista Vilmara Fernandes mostrou a situação prisional do Espírito Santo naquele momento:  as 37 unidades estaduais abrigavam 24.459 internos, enquanto o total de vagas é de 15.398.
Nos presídios, a Polícia Penal depende de protocolos e procedimentos internos, que precisam ser constantemente aprimorados e revisados para dar conta da tarefa árdua de monitoramento da população carcerária. De acordo com dados divulgados pela colunista em fevereiro, são 2.131 agentes nessa função. Falhas individuais ou estruturais  são evitadas com organização e governança, diretrizes que precisam acompanhar também os aprovados em concurso que estão entrando no sistema. É assim que, quando as coisas podem estar prestes a sair do controle, a reação seja rápida e eficiente para conter os presos.

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