Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Governo federal parece não ter entendido que diálogo é vital
Opinião da Gazeta

Governo federal parece não ter entendido que diálogo é vital

Derrota do governo na Câmara dos Deputados expõe articulação precária no Congresso e alerta sobre dificuldades para aprovação de projetos

Publicado em 25 de Fevereiro de 2019 às 12:21

Públicado em 

25 fev 2019 às 12:21

Colunista

Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
A primeira derrota do governo na Câmara dos Deputados foi uma vitória da sociedade. Isso mostra um cenário preocupante. Expõe decisão errônea do governo e dificuldade na sua relação com Legislativo. Os parlamentares derrubaram um decreto que nunca deveria ter existido: o que ampliava a possibilidade de sigilo a documentos públicos. O revés exprime contrariedade dos partidos com o Executivo manifestada em péssimo momento. Justamente na chegada ao Congresso de questões do mais alto interesse nacional, como a proposta de reforma da Previdência e o projeto anticrime do Ministério da Justiça.
Por impressionantes 367 votos favoráveis e apenas 57 contra, os deputados aprovaram projeto que suspende os efeitos de um estranho decreto presidencial: o que permite a servidores comissionados e até funcionários subalternos, de segundo escalão, determinar sigilo a dados públicos, tornando-os inacessíveis aos cidadãos. Sem dúvida, a decisão dos deputados é boa para o país. Evita grave retrocesso na democracia.
Para um presidente, como Jair Bolsonaro, que foi eleito prometendo total transparência na administração – com objetivo inclusive a combater a corrupção –, o documento assinado pelo vice, general Mourão, no exercício do cargo, configura fuga ao compromisso eleitoral e traição à confiança da população.
Lamenta-se a tentativa de deturpar a Lei de Acesso à Informação (LAI), uma importante conquista da democracia brasileira. Agora, espera-se que a decisão da Câmara seja confirmada pelo Senado, impedindo que se abra uma perigosa brecha ao arbítrio.
O placar de 367 a 57 foi dolorido. O conteúdo político vai além da derrubada do decreto antidemocrático. É um duro recado ao Planalto: se quiser aprovar projetos de ampla repercussão, evitando desgaste acelerado, o presidente da República terá de se esforçar para construir uma base parlamentar consistente, com ampla capacidade de articulação e conciliação de conflitos.
Existe desconfiança de que Jair Bolsonaro ainda não compreendeu essa necessidade, apesar de sua experiência da quase 30 anos de mandatos na Câmara dos Deputados. O Brasil espera resoluções de grandes projetos, como a reforma da Previdência, e medidas de combate à criminalidade.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Operação “Cinturão Sul” cumpre mais de 40 mandados na Região Sul do ES
Megaoperação da Polícia Civil mira criminosos em 19 cidades do Sul do ES
O senador Jaques Wagner (PT-BA) atua como líder do governo Lula no Senado
Caso Master: PF cumpre buscas contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado
Imagem Edicase Brasil
Prefeitura vai fazer censo de cães e gatos em Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados