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Opinião da Gazeta

Drones contra o lixo irregular: tecnologia é aliada do choque de ordem

Lixo espalhado e descartado em local indevido é mais do que deixar a cidade suja, é uma questão de saúde pública

Publicado em 09 de Junho de 2026 às 05:00

Públicado em 

09 jun 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta

Placa anuncia Cantinho do Céu, mas lixo em bairro da Serra inferniza moradores
Placa anuncia Cantinho do Céu, mas lixo em bairro da Serra inferniza moradores André Afonsto/Arquivo

Descarte irregular de lixo é crime ambiental, mas não faltam pontos viciados nas cidades como o da foto acima, denunciado em janeiro deste ano em reportagem da TV Gazeta: justamente abaixo da placa indicando o bairro Cantinho do Céu, um cantinho repleto de materiais descartados pela população. Uma triste ironia.


Pessoas e empresas seguem deixando resíduos nesses locais por terem a certeza da impunidade, e é nesse ponto que a administração municipal precisa estar sempre um passo à frente na fiscalização. Sem a presença estatal, esses espaços viram terra sem lei. 


No caso da Serra, o secretário de Serviços, Enivaldo Dias, contou em entrevista à rádio CBN Vitória que o munícipio começou a testar em fevereiro o uso de drones para identificar quem está cometendo o crime, identificando placas de veículos e multando os responsáveis. Segundo ele, há 50 pontos viciados mapeados pela prefeitura.


É esse tipo de ação que precisa ser cada vez mais incentivada: a tecnologia avança a olhos vistos, drones são equipamentos que se tornaram mais acessíveis e podem fornecer um excelente serviço de vigilância, se forem usados com inteligência. 


Além disso, as câmeras de vigilância, espalhadas por toda a parte, também podem ser usadas para identificar quem pratica esses crimes, muitas vezes de forma recorrente e organizada. As multas na Serra podem chegar a R$ 10 mil. O problema não é localizado, em toda a Grande Vitória há pontos viciados de descarte irregular, um problema que afeta diretamente a população.


Lixo espalhado e descartado em local indevido é mais do que deixar a cidade suja e feia, é uma questão de saúde pública. Investir em tecnologia e colocá-la para trabalhar a favor da gestão municipal é um enfrentamento consistente do problema, se feito de forma organizada. Importante também é identificar quem reincide, principalmente no caso de pessoas jurídicas, com punições ainda mais severas para empresas que não fazem o descarte correto. 


A tecnologia pode ser o choque de ordem que faltava para esse problema que parece não ter fim.

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