Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Opinião da Gazeta

Câmara de Vitória está dando as costas para o cidadão

O excesso de acionamentos à Corregedoria da Câmara Municipal, mesmo com representações que representem a tal banalização do instrumento, não pode ser motivo para calar vozes

Publicado em 23 de Agosto de 2023 às 01:00

Públicado em 

23 ago 2023 às 01:00

Colunista

Prédio da Câmara de Vereadores de Vitória
Prédio da Câmara de Vereadores de Vitória Crédito: Arquivo/ A Gazeta
2023 está sendo um ano paradoxal para a Câmara de Vitória. Primeiramente, os vereadores aprovaram um Código de Ética para regulamentar a quebra de decoro parlamentar e determinar que "qualquer parlamentar, cidadão ou pessoa jurídica" poderia então acionar a Corregedoria da Casa sobre esse tipo de má conduta.
Tudo isso para, meses depois, publicar uma resolução que restringe essa possibilidade a "qualquer parlamentar ou partido político com representação na Câmara". Ou seja, o cidadão foi excluído. Cidadão que, no papel de eleitor, é o responsável pelos votos de cada vereador.
O presidente da Câmara, Leandro Piquet (Republicanos), o corregedor-geral, Leonardo Monjardim (Patriota), e os vereadores Mauricio Leite (Cidadania) e Anderson Goggi (PP) foram os autores da proposta votada em regime de urgência na terça-feira (15). Dez vereadores foram a favor da resolução, dois se abstiveram e apenas um — André Moreira (PSOL) — votou contra.
A resolução foi criada sob o argumento de impedir a "banalização do instrumento de representação por quebra de decoro parlamentar". Ora, com a justificativa de "qualificar" o mecanismo de denúncia, todo e qualquer cidadão sem representação partidária fica impedido de acionar a corregedoria? No mínimo, contraditório.
É óbvio que uma seleção deve ser realizada, de forma criteriosa, é a própria razão de ser de qualquer corregedoria institucional analisar os casos que chegam até ela. Mas fechar uma porta, desqualificando qualquer denúncia que parta do cidadão, é algo bastante grave. A Câmara de Vitória está dando as costas para o cidadão, justamente quem ela representa.
O excesso de acionamentos à Corregedoria da Câmara Municipal, mesmo com representações que representem a tal banalização do instrumento, não pode ser motivo para calar vozes. A movimentação dos vereadores cheira a corporativismo. Para que um Código de Ética se o seu alcance é tão limitado?

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Cantores Dilsinho e Arlindinho
Dilsinho e Arlindinho comandam festa de encerramento do Roda de Boteco; ingressos a partir de R$ 40
Lisalinda Spamer, mulher que desapareceu em Afonso Cláudio
Polícia confirma que corpo encontrado é de mulher desaparecida em Afonso Cláudio
Imagem de destaque
Pausa para hidratação na Copa 2026: quem ganha e quem perde com nova regra

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados