Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Novo indicador de emprego do Itaú reforça críticas a Caged e Pnad
Cenário desfavorável

Novo indicador de emprego do Itaú reforça críticas a Caged e Pnad

Para o banco, as mudanças metodológicas explicam parcialmente as diferenças nos resultados, uma vez que mais tipos de emprego passaram a ser considerados na estatística

Publicado em 11 de Maio de 2021 às 15:28

Agência FolhaPress

Publicado em 

11 mai 2021 às 15:28
oportunidades de emprego no sine
Indicador do Itaú evidencia diferença nos números Crédito: Ministério do Trabalho / Divulgação
Com os questionamentos de especialistas em torno dos dados de emprego observados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, e na Pnad Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Itaú elaborou seu próprio indicador para o mercado de trabalho formal.
O novo índice reforça as principais críticas feitas aos dois levantamentos, uma vez que vê um cenário pior do que o desenhado pelo Caged, mas não tão ruim quanto o da Pnad.
"Nós vimos que as duas métricas descolaram. O Caged mostra uma recuperação muito forte e a Pnad vai no sentido contrário", afirma o economista Luka Barbosa, do Itaú Unibanco.
Em relação ao Caged, o banco identificou uma diferença acumulada de 304 mil postos de trabalho a mais entre abril e dezembro de 2019 após as mudanças metodológicas adotadas pelo governo, em comparação com o formato anterior da pesquisa.
Para o banco, as mudanças metodológicas explicam parcialmente as diferenças nos resultados, uma vez que mais tipos de emprego passaram a ser considerados na estatística.
Por isso, o Itaú avalia não ser possível comparar os dados do Novo Caged (como é chamada a pesquisa após as mudanças) com os do antigo, como faz o governo.
Quando divulgou o resultado do emprego formal do início de 2021, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia informou ter registrado o "melhor janeiro desde o início da série histórica, em 1992".
O pesquisador Bruno Ottoni, do iDados e do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), já havia apontado descolamento semelhante entre as séries do Caged em reportagem da Folha em março deste ano.
Já em relação à Pnad, o Idat-Emprego --como o indicador do Itaú foi batizado-- indica uma taxa de desemprego de 14,2%, menor do que a observada na pesquisa do IBGE, de 14,5% para o trimestre encerrado em fevereiro com ajuste sazonal.
O aumento da força de trabalho (que considera a soma total de ocupados e desocupados) acima do que o IBGE vem registrando explica por que a taxa de desemprego do indicador do Itaú é similar à registrada na Pnad, apesar de o banco identificar um cenário de recuperação mais forte.
Ou seja, o Itaú identifica mais empregados, mas também mais desocupados (pessoas desempregadas, mas que estão em busca de uma vaga), o que resulta em uma taxa semelhante à do IBGE.
A série ajustada pelo Itaú indica que a população ocupada total chegou a 87,9 milhões em fevereiro deste ano. No mesmo período, a Pnad registrava 85,8 milhões.
Segundo Barbosa, esses dados mostram um processo de recuperação mais forte do que o sugerido pelo IBGE, o que levou o banco a revisar suas expectativas para a taxa de desemprego no final do ano, de 14,3% para 12,7%.
"Estamos vendo que tanto o emprego quanto a força de trabalho estão maiores, então sabemos que o emprego ainda vai se recuperar mais", afirma Barbosa.

METODOLOGIA

O Idat-Emprego considera as informações de processamento de folha de pagamento de empresas que são clientes do Itaú. Segundo o banco, os dados são ajustados de acordo com a participação do Itaú no mercado e refletem uma amostra de diversos setores da economia, exceto a administração pública.
De acordo com Barbosa, o comportamento verificado pelo Idat-Emprego é compatível com o resultado da receita previdenciária, que está crescendo.
"Pelo nosso indicador, a variação ano contra ano do emprego formal foi de -2,8% na média do quarto trimestre de 2020, e de -1,3% na média do primeiro trimestre de 2021", diz o Itaú.
O Itaú atribui as distorções em relação Pnad à mudança na coleta de informações pelo IBGE, que passou a ser feita por telefone, o que pode ter levado o resultado à subestimar a recuperação do emprego formal.
A Pnad considera empregos formais e informais. Na comparação com o Idat-Emprego, o Itaú usou somente os dados de trabalhos com carteira assinada ou CNPJ. Porém, ao calcular a taxa de desemprego, o banco usou a série de emprego informal da Pnad Contínua.
"Mesmo em recuperação, verificamos que há significativa capacidade ociosa no mercado de trabalho, acima dos níveis pré-pandemia", dizem os economistas que assinam o relatório de apresentação do índice.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Modelo da nova CIN (Carteira de Identidade Nacional), que vai substituir RG
Serra ganha posto para emissão de Carteira de Identidade Nacional
Imagem de destaque
Conheça 5 receitas típicas da França para entrar no clima da Copa do Mundo
Segurança
A corrida pela vaga de vice na chapa de Ricardo Ferraço

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados