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Transportes

Grupo Itapemirim pode ter falência decretada e novo dono

Administradora afirma que o plano de recuperação judicial da empresa não vem sendo cumprido e revela ter oferta de outra companhia para arrendar a operação da Itapemirim

Publicado em 20 de Julho de 2022 às 20:51

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 jul 2022 às 20:51
  • Ana Paula Branco

SÃO PAULO - A EXM Partners, administradora do processo de recuperação judicial do Grupo Itapemirim, pediu à Justiça a falência da Viação Itapemirim e demais empresas. A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que recebeu a petição, ainda não deu seu parecer.
O pedido foi feito na última sexta-feira (15) sob a alegação de que o processo de recuperação judicial da Itapemirim não está sendo cumprido, e os credores seguem sem receber.
Viação Itapemirim leiloa imoveis e frota de ônibus para recuperação judicial.
Quadro de funcionários da Itapemirim foi reduzido de 3.800, em 2017, para 197 no ano passado, de acordo com a EXM Partners Crédito: Viação Itapemirim / Divulgação
Segundo a petição da EXM Partners, relatórios da nova gestão do grupo corroboram o pedido de falência, pois demonstram a inviabilidade do negócio. Entre outros motivos, os documentos citam uma frota sucateada e pendente de regularização junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
A administradora voltou a ressaltar à Justiça que o Grupo Itapemirim "não apresenta qualquer demonstração contábil desde novembro de 2021" e não responde os questionamentos sobre documentos desde janeiro de 2020.
"Conforme relatado pelo gestor judicial, Sr. Eduardo Abrahão, em 27 de junho de 2022, a situação financeira do Grupo Itapemirim ainda não é de todo conhecida por conta das temerárias práticas realizadas pela gestão anterior e sua equipe. Ainda, complementa que conforme apurações iniciais datadas de 6 de junho de 2022, existem pendências fiscais na ordem de R$ 2.856.311.228,22", afirma a petição apresentada pela EXM Partner.
O quadro de funcionários da Itapemirim foi reduzido de quase 3.800 funcionário em 2017 para 197 no ano passado, de acordo com a EXM Partners. Na petição, a administradora relata inadimplência de obrigações trabalhistas desde dezembro do ano passado até junho deste ano e das verbas rescisórias.
A EXM Partners atribui a atual "saúde financeira e operacional" debilitada da empresa à gestão de Sidnei Piva, responsável pela aquisição milionária de uma companhia aérea com o Grupo Itapemirim em recuperação judicial.
Com o plano de atender 35 destinos em sua malha até junho de 2022, a ITA parou de operar em dezembro do ano passado, afetando milhares de passageiros às vésperas do Natal, e está proibida de vender passagens aéreas desde janeiro.
No pedido pela falência do Grupo Itapemirim, a administradora judicial afirma ter recebido proposta - que considerou vantajosa aos credores - da Transportadora Turística Suzano de arrendamento por 12 meses, "renovável por igual período, de todas as linhas, guichês, marcas e parte dos imóveis operacionais das recuperadas".
Procurada, a Transportadora Turística Suzano não retornou os contatos da reportagem.

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