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Governo autoriza novos concursos com 316 vagas para Banco Central e Receita Federal

Oportunidades serão para profissionais que tenham nível superior; prazo para publicação dos editais é de seis meses

Publicado em 06 de Julho de 2026 às 15:11

Agência FolhaPress

Publicado em 

06 jul 2026 às 15:11
Sede da Receita Federal, Avenida Mascarenhas de Moães, Bento Ferreira
Sede da Receita Federal, Avenida Mascarenhas de Moães, Bento Ferreira Carlos Alberto Silva
O governo federal autorizou nesta segunda-feira (6) a realização de concursos públicos com 316 vagas para a Receita Federal e o Banco Central, em reforço das equipes dos órgãos após o escândalo do Banco Master.
O edital de abertura deverá ser publicado em até seis meses. Serão, ao todo, 146 vagas para a Receita, distribuídas entre 116 para analista tributário e 30 para auditores fiscais, de nível superior. No caso do BC, serão 170 vagas, sendo cem para auditor e 20 para procurador, ambas de nível superior, e 50 para técnico, de nível intermediário.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, parte deles serão direcionados para a área de supervisão bancária, já que a atuação do BC sobre instituições financeiras voltou ao centro do debate após a crise do Master. Houve integrantes da autoridade monetária a defenderem o fortalecimento das equipes, depois do que foi considerado uma série de falhas na fiscalização do sistema financeiro.
O Banco Central pedia um número ainda maior de vagas, 560, no total. Segundo a entidade, isso ajudaria a recompor um quadro que vem reduzindo ao longo do tempo devido às aposentadorias e redução na contratação de funcionários.
Conforme revelou a Folha de S.Paulo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também terá seu quadro reforçado em cerca de 50 técnicos. O órgão é outro que foi criticado por não ter agido em relação às fraudes envolvendo o Master, principalmente em operações feitas por meio dos fundos de investimento ligados à instituição financeira.
As novas contratações na autarquia seriam um esforço para atender às demandas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que estabeleceu plano de reestruturação para a comissão.
O Banco Central também mantém a articulação política em torno da PEC da autonomia, que amplia a autonomia administrativa, orçamentária e financeira da instituição. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2026 e aguarda votação no plenário.

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