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Ibovespa

Bolsa fecha na máxima, em alta de 1,04%, em novo recorde histórico

Com dólar a R$ 5,06 na mínima da sessão, o Ibovespa seguiu renovando máximas históricas no período da tarde desta quarta-feira, estendendo a sequência de recordes pelo 4° dia

Publicado em 02 de Junho de 2021 às 18:27

Agência Estado

Publicado em 

02 jun 2021 às 18:27
Investimentos, Bolsa de Valores
Foi o sexto ganho consecutivo para o índice da B3, igualando sequência do intervalo entre 3 e 10 de novembro.  Crédito: Pexels
Com dólar a R$ 5,06 na mínima da sessão, o Ibovespa seguiu renovando máximas históricas no período da tarde desta quarta-feira, estendendo a sequência de recordes pelo quarto dia, apesar da véspera de feriado no Brasil e do dia cauteloso em Nova York, com o Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), chamando atenção para aumento de pressões sobre os preços nos Estados Unidos desde o sumário econômico anterior. Foi o sexto ganho consecutivo para o índice da B3, igualando sequência do intervalo entre 3 e 10 de novembro, que havia sido a mais longa desde a virada de maio para junho de 2020, quando ocorreram sete altas entre os dias 29 de maio e 8 de junho.
Nesta quarta, o índice da B3 fechou exatamente na nova máxima histórica, de 129.601,44 pontos, em alta de 1,04%, saindo de mínima na sessão a 128.166,64, com abertura aos 128.268,08 pontos. Reforçado pelo segundo dia, o giro financeiro chegou hoje a R$ 46,4 bilhões. Na semana, o Ibovespa avança 3,22%, elevando os ganhos do ano a 8,89% - e acumulando 2,68% nestas duas primeiras sessões de junho, de renovação de picos históricos tanto no intradia como no fechamento.
"O ano de 2021 está melhor do que 2020, não há duvidas, mas a comemoração tem que ser muito comedida. O Brasil segue com crescimento por fatores alheios aos seus próprios esforços - portanto, a maravilhosa volatilidade segue em jogo", diz a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte, destacando que a sensação de recuperação econômica tirou pressão do câmbio, particularmente depois do PIB divulgado na terça, e o ajuste na moeda é alimentado também pela expectativa de forte fluxo por operações de captação de grandes empresas, como CSN e Petrobras, bem como pela relativa melhora do humor internacional
"A gente ainda vê espaço para as commodities continuarem acima da média histórica - e o temor de inflação no mundo inteiro, inclusive, é positivo para as commodities, a correlação entre inflação e alta de commodities, historicamente, é bastante positiva. Isso acaba pesando mais no mercado, hoje, do que o dado (negativo) sobre a produção industrial", diz Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos.
Assim, o minério de ferro volta a ser negociado acima de US$ 200 por tonelada na China - nesta quarta-feira, em leve alta de 0,25%, a US$ 209,19, em Qingdao -, enquanto os futuros do Brent buscam se firmar acima de US$ 70 por barril. Nesta quarta, Petrobras ON fechou em alta de 4,96%, a PN, de 2,82%, e Vale ON, de 1,41%, perto de R$ 115 (nesta quarta, a R$ 114,80).
Na ponta do Ibovespa nesta quarta-feira, destaque para Petrobras ON, à frente de Braskem (+4,82%) e de BRF (+4,11%) no fechamento No lado oposto, B3 cedeu 3,90%, Sul América, 3,35%, e Locaweb, 3,16%. Os bancos tiveram dia positivo, com ganhos de até 3,92% (Bradesco PN), assim como as utilities, embora moderados (Eletrobras ON +0,38%). As siderúrgicas encerraram a sessão em baixa, com Usiminas à frente (-2,78%).
Em nova leitura sobre a atividade doméstica, dados divulgados nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a produção industrial caiu 1,3% em abril, a terceira queda consecutiva, acumulando perda de 4,4% no intervalo de três meses. "Estes dados vêm se contrapor aos do PIB do primeiro trimestre, divulgados ontem, e apontam que a recuperação econômica ainda é incipiente, de certa forma", avalia em nota o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.
Contudo, a leitura sobre a atividade industrial passou longe de arranhar o entusiasmo do mercado, que tem mostrado recentemente disposição bem mais favorável com relação à situação econômica e fiscal do País, após os mais recentes dados sobre arrecadação federal, contas públicas e o PIB - revisado desde a terça por diversas casas, para em torno ou acima de 5% de expansão no ano
A percepção de que, mesmo com o risco de uma terceira onda de covid-19 nesta metade do ano, o pior dos efeitos econômicos da pandemia ficou para trás é reforçada pela expectativa de que a vacinação se acelere no segundo semestre. Nesta quarta, contribuiu para o apetite por risco em véspera de feriado a promessa do governador de São Paulo, João Doria, de que toda a população adulta do Estado será vacinada até o fim de outubro.
"O PIB em conjunto com a virada nas contas públicas, de déficit para superávit primário, causou um entusiasmo, talvez exagerado porque estamos vindo de uma base de crescimento muito ruim mesmo quando comparada a outros emergentes. De qualquer forma, atraiu capital de fora, fluxo externo, o que tende a ser estimulado também pela expectativa de que possamos finalizar a vacinação ainda este ano", diz Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora.

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