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Nova proposta

Alcolumbre envia a comissão do Senado PEC que será contraponto da oposição ao fim da escala 6x1

Proposta cria modelo alternativo de jornada de trabalho com sistema flexível baseado em horas trabalhadas

Publicado em 28 de Maio de 2026 às 17:23

Estadão Conteúdo

Publicado em 

28 mai 2026 às 17:23
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou nesta quinta-feira (28) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, que muda a legislação trabalhista para estabelecer a hora trabalhada. O texto será usado pela oposição como uma alternativa para a PEC do fim da escala 6x1 – aprovada nesta quarta-feira (27) pela Câmara.
O texto foi protocolado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) – que também é coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República –, e havia recebido a assinatura de 36 dos 81 senadores antes de ser protocolada. Marinho diz que o texto já acumula 40 signatários.
presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre
Alcolumbre enviou PEC alternativa para a CCJ do Senado. Waldemir Barreto/Agência Senado
O envio para a CCJ é um primeiro passo para a tramitação. Cabe agora o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), designar relator – o que não tem prazo.
A PEC cria um modelo alternativo de jornada de trabalho, permitindo que empregados escolham entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema flexível baseado em horas trabalhadas.
O texto altera o artigo 7º da Constituição para autorizar acordos individuais entre empregado e empregador sobre compensação de horários, redução de jornada e contratação por hora.
Pelo texto pede que os contratos individuais prevaleçam sobre acordos e convenções coletivas.
A PEC prevê que a jornada flexível respeite o limite constitucional de 44 horas semanais e entre em vigor 180 dias após a promulgação.
Pré-candidatos à Presidência como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defenderam o pagamento por hora trabalhada como alternativa à fixação de um limite de horas semanais trabalhadas.

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