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Meta financeira

Qual é o seu suficiente? Como evitar uma corrida infinita por dinheiro

Definir quanto é o bastante para se viver é importante para se alcançar a satisfação financeira; caso contrário, mesmo que se ganhe muito, pode-se ter a sensação de que ainda é pouco

Publicado em 13 de Março de 2025 às 08:42

Públicado em 

13 mar 2025 às 08:42
Leonardo Pastore

Colunista

Leonardo Pastore

Um desejo comum das pessoas no mundo das finanças é obter um determinado valor/capital capaz de gerar renda passiva e tranquilidade, a ponto de não se preocuparem mais com dinheiro.
Utopia para muitos, realidade para outros, essa aspiração pode ser concretizada de várias formas: pelo acúmulo de renda decorrente do trabalho e investimentos, transmissão de patrimônio/herança, ganho de prêmios/loterias, entre outras formas.
Correr atrás de dinheiro sem definir o que é suficiente para você pode trazer uma carência financeira Crédito: Freepik
Porém, antes de estabelecer uma meta financeira, é essencial definir o que é “suficiente” para você. Embora envolva muito mais que valores monetários, essa é uma das tarefas financeiras fundamentais, capaz de tornar a relação com o dinheiro muito mais saudável.
Isso porque, como (ainda) não existe limite para a riqueza, caso não definido o que é suficiente, é muito provável que o sentimento de carência financeira permaneça em alguma medida, independentemente da renda ou do patrimônio que se possui. Afinal, por que não ganhar sempre mais e mais?
Morgan Housel, em seu livro “A Psicologia Financeira”, conta um caso emblemático de uma pessoa comum sendo apresentada a um bilionário workaholic. Quando confrontada no sentido que o ricaço ganharia em um dia mais do que ela poderia acumular em toda a vida, ela concordou, mas advertiu que ele (o bilionário) jamais teria o que ela já tinha: o suficiente.
Formar um conceito realista sobre o que é “suficiente” pode ser a chave para duas coisas essenciais, que é a satisfação financeira e evitar apuros no mercado.
A satisfação se dá no sentido que, estabelecido o que é “suficiente”, atingir objetivos torna-se mais factível. Caso contrário, ainda que se ganhe muito, pode-se ter a sensação que ainda é pouco, buscando-se eternamente mais, numa corrida infinita por dinheiro, com um desconforto emocional que pode ser evitado.
Por outro lado, se já se tem o suficiente, faria algum sentido tomar risco para ganhar o que não precisa? Claro que não! Quanto apuros e ruínas financeiras seriam evitadas se as pessoas se dessem conta que já tinham o suficiente antes de arriscarem tudo por aquilo que não precisavam?
Esqueça os números por um instante e avalie o que é suficiente para você, em especial sobre valores além de cifras. Deixe para fazer as contas depois disso. Talvez descubra que sua riqueza é maior que você imagina.

Leonardo Pastore

Assessor de Investimentos da Valor. Mestre em Direito e Procurador do Estado do Espirito Santo. Professor de Etica na pos-graduacao da ESPGE

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