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Fim do DOC

Como o crescimento do Pix enterrou a transferência por DOC

Pix apresentou 40% de crescimento em 2023 e DOC se tornou obsoleto, deixando de ser oferecido pelos bancos em 15 de janeiro

Publicado em 16 de Janeiro de 2024 às 09:00

Públicado em 

16 jan 2024 às 09:00
Isis Parteli

Colunista

Isis Parteli

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Ao longo de 2023, o Pix teve crescimento de 40% em relação ao ano anterior, movimentando mais de R$ 15 trilhões Crédito: Shutterstock
O DOC (Documento de Ordem de Crédito), serviço bancário que permitia a transferência de valores entre contas de diferentes bancos, foi extinto nesta segunda-feira (15). Em decisão tomada pelo Banco Central, que considerou o serviço obsoleto com o surgimento do Pix, a data limite para que os bancos deixassem de ofertar a modalidade aos seus clientes foi 15 de janeiro, às 22h.
O fim do DOC é uma consequência natural, pois era um serviço mais lento e mais caro: a transferência tinha valor limitado a R$ 4.999,99 e só era creditado no dia seguinte.
Diferentemente do DOC, o Pix permite a transferência de valores entre contas de diferentes bancos em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ao longo de 2023, o Pix teve crescimento de 40% em relação ao ano anterior, movimentando mais de R$ 15 trilhões.
Levantamento feito pela Febraban (Federação Nacional do Bancos) sobre meios de pagamento com base em dados divulgados pelo Banco Central mostra que as transações via DOC, no primeiro semestre de 2023, somaram 18,3 milhões de operações, apenas 0,05% do total de 37 bilhões das operações feitas no ano.
Além do DOC, também foram descontinuadas as operações de Transferência Especial de Crédito (TEC), utilizadas exclusivamente por empresas para pagamento de benefícios a funcionários.
O Pix tem se tornado o principal meio de transferência de valores entre contas de diferentes bancos e, consequentemente, gerado mudanças significativas no sistema financeiro brasileiro.

Novidades

Para 2024, já há outras novidades relacionadas ao Pix em andamento, como o Pix Automático, que permitirá a realização de pagamentos recorrentes e de forma programada, sempre mediante autorização prévia do usuário pagador.
Na prática, essa modalidade funcionará de maneira similar ao tradicional débito automático, abrangendo pagamentos recorrentes a empresas, como as contas de escola, condomínio, clubes, planos de saúde, distribuidoras de energia e água, entre outras. A previsão de lançamento do Pix Automático está previsto para outubro deste ano.
É fato que o Pix caiu no gosto dos brasileiros, trazendo mudanças significativas ao sistema financeiro brasileiro e alterando, principalmente, a experiência no uso dos meios de pagamento e o custo-benefício, resultando em mais conveniência, facilidade e economia de tempo e dinheiro.

Isis Parteli

Formada em Ciencias Contabeis pela Ufes, com MBA em Controladoria e Financas e certificacoes em metodologias ageis e metricas de produtos. Atua ha mais de 18 anos no setor bancario, com experiencia em gestao de produtos e projetos. Atualmente, lidera a area de Inovacao em Meios de Pagamento e Investimentos do Banestes

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