Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha, a pedido da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) revelou que 85% dos brasileiros pagam a fatura do cartão em dia.
Esse dado desmistifica a ideia de que o cartão de crédito é um passaporte inevitável para a inadimplência e mostra que a maioria da população consegue manter uma relação saudável com o crédito.
Informações do Banco Central de abril confirmam que 74,3% de todo o saldo movimentado nessa modalidade são de operações sem cobrança de juros. A modalidade de crédito rotativo, frequentemente associada ao principal meio de endividamento dos brasileiros, representa apenas 2,7% do total das dívidas das pessoas físicas no país.
Um aliado no planejamento financeiro
Quando utilizado de maneira adequada, o cartão deixa de ser um vilão e passa a ser um importante aliado no dia a dia. Centralizar os gastos mensais nessa modalidade ajuda a concentrar os vencimentos em uma única data e facilita o controle do fluxo de caixa.
Além disso, o uso consciente abre portas para um universo de benefícios que o dinheiro em espécie ou o Pix não oferecem por meio dos programas de fidelidade:
- Pontuação acumulada: cada compra se transforma em pontos que podem ser revertidos em vantagens reais.
- Milhas e viagens: os pontos podem ser trocados por passagens aéreas e hospedagens.
- Produtos e economia: é possível resgatar mercadorias ou converter pontos em dinheiro para pagamento de contas e faturas, gerando alívio no orçamento.
O perigo invisível dos parcelamentos
Para que o cartão seja um aliado, é preciso muita atenção ao parcelamento de compras. Dividir uma compra em várias vezes traz a falsa sensação de alívio imediato no bolso, mas o acúmulo de pequenas parcelas ao longo dos meses é perigoso.
O ideal é que a soma de todos os parcelamentos não ultrapasse a capacidade real de pagamento do consumidor. Caso contrário, a fatura futura pode se transformar em uma surpresa desagradável e pesada demais para o salário, abrindo portas para o descontrole.
A chave para o sucesso não está em evitar o cartão, mas em usá-lo com estratégia: monitorar o limite e entender que o crédito deve ser um facilitador, nunca uma extensão da renda.
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