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Vitor Vogas

Casagrande não pretende efetivar interino na presidência do Banestes

Escolhido para responder interinamente pelo comando do Banestes, Silvio Grillo está acumulando a Diretoria de Tecnologia do banco, cargo em que Casagrande pretende mantê-lo

Publicado em 01 de Fevereiro de 2019 às 16:51

Públicado em 

01 fev 2019 às 16:51
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Silvio Grilo Crédito: Redes Sociais
Escolhido às pressas para presidir interinamente o Banestes, após a
na última terça-feira (29) durante a Operação Circus Maximus, Silvio Grillo não deve ser efetivado na presidência do banco pelo governador Renato Casagrande (PSB).
Desde terça-feira, Grillo acumula o cargo de presidente do Banestes com o de diretor de Tecnologia. Segundo Casagrande, sua intenção é manter Grillo concentrado na Diretoria de Tecnologia. O governador, portanto, tende a escolher outro nome como próximo presidente efetivo do Banestes. Ele tem prazo de 90 dias, contados desde a última terça-feira, para indicar o novo presidente. 
Casagrande deu a declaração na manhã desta sexta-feira (1º), após a sessão de posse dos deputados estaduais, na Assembleia Legislativa. 
"O Silvio Grillo cumpre um papel muito bom na Diretoria de Tecnologia, que é um desafio do banco. Então, a princípio, o Silvio cumprirá um papel na Diretoria de Tecnologia."
O governador afirmou que vai escolher "com calma" o próximo presidente. 
"Todos os outros diretores já foram encaminhados ao Banco Central. O Silvio Grillo, que é um diretor da minha época ainda, do mandato passado, já está lá [na presidência]. Já assumiu interinamente. Agora eu vou analisar com calma."
"SURPRESA"
Casagrande voltou a dizer que foi pego de surpresa com os eventos da Operação Maximus, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, que investiga esquema de cobrança de propinas, por parte de dirigentes do Banco de Brasília (BRB), em troca de liberação de recursos geridos pelo banco para o financiamento de empreendimentos.
Diretor-presidente do BRB durante o governo de Rodrigo Rollembeg (PSB) no Distrito Federal (2015-2018), Vasco Cunha Gonçalves é acusado de integrar a organização criminosa e de ter cobrado propina pessoalmente em pelo menos três ocasiões. 
Segundo o governador, Vasco fez um "trabalho responsável" à frente do BRB, "em termos de resultado para o banco".
"O que aconteceu no Banestes de fato foi uma surpresa, porque o Vasco Cunha não tinha nenhum processo contra ele, não tinha nada que o desabonasse, tanto é que foi aprovado rapidamente pelo Banco Central. Ele passou quatro anos com um trabalho responsável em termos de resultado para o banco, lá no BRB. E, quando aconteceu isso [a operação], imediatamente nós fizemos a nomeação interina. E agora temos 90 dias para tomar a decisão. Mas o Banestes está estável, porque o Silvio Grillo assumiu e já está trabalhando, com gerentes e superintendentes. Os outros diretores estão chegando. Nos próximos dias eu escolherei o novo presidente."
De acordo com Casagrande, grande parte dos oito diretores nomeados por ele (seis ainda aguardam aprovação do Banco Central) são servidores técnicos do próprio Banestes. 

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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