Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vitor Vogas

Casagrande ainda está longe de cumprir seu potencial como cabo eleitoral de Ricardo

Número de eleitores cientes da parceria entre Casagrande e Ricardo ainda não chega à metade dos que entendem que o ex-governador “merece eleger seu sucessor”

Publicado em 17 de Julho de 2026 às 13:47

Públicado em 

17 jul 2026 às 13:47

Colunista

Ricardo Ferraço e Renato Casagrande
Ricardo Ferraço e Renato Casagrande Arthur Louzada

A mais recente pesquisa da Quaest sobre o cenário eleitoral capixaba, divulgada na quinta-feira (16) por A Gazeta, não deixa dúvida sobre quem é o maior cabo eleitoral do governador Ricardo Ferraço (MDB) em sua pré-candidatura à reeleição: seu antecessor e principal apoiador, Renato Casagrande (PSB).

Encerrado há mais de três meses, o governo de Casagrande segue muito bem avaliado. Aprovado por 79% dos entrevistados, é considerado positivo por 62% dos respondentes. Só 6% o avaliam como negativo.


É um capital político que já está a serviço de Ricardo nesta etapa pré-eleitoral, com Casagrande circulando intensamente ao lado de seu sucessor e dileto aliado.


Além disso, 59% dos 804 eleitores ouvidos pela Quaest entendem que Casagrande “merece eleger um sucessor que ele indicar”. Só 29% discordam.


Ressalve-se que a pergunta foi formulada assim mesmo, embora, tecnicamente, Ricardo já seja o sucessor de Casagrande, desde que assumiu o cargo em seu lugar, no dia 2 de abril. Mas o foco da questão, por óbvio, é quem será eleito no pleito de outubro.


Ao mesmo tempo, a pesquisa revela que a potencial “transfusão” de capital político do ex-governador para Ricardo operou-se muito pouco, efetivamente, até o momento.


A Quaest perguntou aos entrevistados se eles sabem quem é o candidato de Casagrande. Só um em cada quatro responderam Ricardo Ferraço, isto é, 25%.  


E mais: incrivelmente, desde o levantamento anterior da série da Quaest para a Rede Gazeta, publicado no fim de abril, esse índice só subiu dois pontos percentuais, passando de 23% para os atuais 25%.


De abril para cá, mais gente passou a conhecer Ricardo (possivelmente, como governador, dada a superexposição adquirida por ele uma vez no cargo)... mas poucos ficaram sabendo que ele é o candidato de Casagrande.


Cruzando os dados acima, podemos afirmar que o número de eleitores cientes da parceria político-eleitoral entre Casagrande e Ricardo (25%) ainda não chega à metade do número de eleitores para os quais Casagrande “merece” fazer seu sucessor (59%). O gap é de 34 pontos.


A conclusão inevitável é que Ricardo tem, neste aspecto, grande margem para crescimento durante a campanha, à medida que as pessoas se deem conta da ligação inextricável entre ele e Casagrande, com a presumível exposição massiva dos dois lado a lado.

O que diz o próprio Casagrande

Ouvido pela coluna sobre os resultados expostos acima, Casagrande avaliou como muito positiva, para a campanha de Ricardo, a informação sobre a presente discrepância entre quem acha que ele merece eleger o próximo governador e quem sabe que Ricardo é o candidato apoiado por ele. 


Pré-candidato ao Senado pelo PSB, o ex-governador confirma o “esforço de migração” (de prestígio e de votos) como parte importante da estratégia traçada por eles.


“Essa é uma informação muito boa, pois prova que, até o momento, pouca gente sabe que Ricardo é o meu candidato. Estamos fazendo esse esforço de migração, levando ao conhecimento das pessoas que Ricardo é quem tem o meu apoio. Neste período de pré-campanha, estamos juntos quase todos os dias. A campanha facilitará muito essa estratégia, com a propaganda eleitoral chegando às pessoas.”


É provável que, durante o período oficial de campanha (a partir de 16 de agosto), seja intensificada a estratégia de “colagem da imagem” do atual governador à do ex, em comícios e atividades de rua, no material de campanha, nas redes sociais e na propaganda eleitoral de rádio e TV (com estreia em 28 de agosto). Segundo Casagrande, porém, o mais importante é que sua própria campanha ao Senado e a de Ricardo ao governo estejam “casadas no conceito”.

“Não precisaremos estar sempre juntos. Faremos agendas casadas e outras em separado. O mais importante é que as campanhas serão casadas do ponto de vista conceitual. O nosso conceito é o de ‘continuidade em movimento’. Aonde eu for, levarei o nome do Ricardo. Aonde ele for, levará o meu nome. Essa será a estratégia. E vamos aprofundá-la durante o período de campanha.”


Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral

A pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral no Espírito Santo, contratada por A Gazeta, foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, com 804 entrevistas. O nível de confiança utilizado é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram realizadas entrevistas pessoais por amostragem com utilização de questionário elaborado conforme os objetivos da pesquisa. As pessoas foram selecionadas para as entrevistas de acordo com as proporções na população de grupos de idade, sexo, raça/cor, instrução e atividade econômica. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), sob o protocolo ES-07211/2026.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
'Busco time que me queira como jogador e não para marketing', diz Vozinha
Imagem de destaque
Brasil bate Argentina e leva ouro no futebol de cegos dos Jogos Parasul-Americanos
Viaturas da Polícia Civil, PC
Empresário investigado por golpe na venda de terrenos é preso no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados