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Corte de gastos públicos

Assembleia fecha acordo com governo e também aceita redução de 4%

Assim como o Tribunal de Justiça do Estado e o Ministério Público Estadual, o Poder Legislativo aceitou receber repasses mensais do Executivo até 4% menores que o estabelecido no orçamento. Acordo será publicado ainda nesta semana

Publicado em 02 de Junho de 2020 às 16:21

Públicado em 

02 jun 2020 às 16:21
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Sorridente, Casagrande sanciona projeto ao lado de um Erick Musso ainda mais sorridente
Casagrande sanciona projeto de lei ao lado de Erick Musso, em 2019  Crédito: Helio de Queiroz Filho
Assembleia Legislativa fechou acordo com o governo Casagrande e também aceitou redução de até 4% na cota mensal que compete ao Poder Legislativo no orçamento público estadual de 2020. 
Assim como o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) e o Ministério Público Estadual (MPES), o Poder Legislativo aceitou receber, do Poder Executivo, repasses mensais até 4% menores que o valor estabelecido na lei orçamentária anual em vigor este ano.
O acordo referente à Assembleia será publicado ainda nesta semana, no Diário Oficial do Estado.
Nesta terça-feira (2), o Diário Oficial publicou os termos do acordo em que TJES e MPES se comprometem a receber um duodécimo (repasse mensal) até 4% menor que o previsto no orçamento, enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCES) se dispõe a acolher uma redução de até 20% por mês. O acordo é válido por oito meses, entre maio (retroativamente) e dezembro deste ano.

O TAMANHO DA ECONOMIA

A Lei Orçamentária Anual de 2020 prevê uma cota total de R$ 225,1 milhões para a Assembleia, distribuída ao longo do ano. Ao contrário do TJES e do MPES (cujo orçamento também é formado pela receita de fundos), a Casa de Leis depende exclusivamente de recursos do caixa do Tesouro Estadual. Isso significa que todo o orçamento da Assembleia é repassado diretamente pelo governo do Estado, em 12 cotas mensais (o duodécimo). 
Dividindo por 12 aqueles R$ 225,1 milhões, o duodécimo da Assembleia, conforme previsto no orçamento deste ano, é de R$ 18,7 milhões por mês.  Isso significa que, mensalmente, a Casa poderá deixar de receber até R$ 750,5 mil (4% daqueles R$ 18,7 milhões). Multiplicando isso por oito, já que o acordo vale por oito meses,  o governo pode deixar de repassar até R$ 6 milhões para a Assembleia. Esse é o tamanho da economia potencial proporcionada pelo acordo. 
Na prática, em vez de R$ 225, 1 milhões, o orçamento do Legislativo estadual neste ano pode encolher para R$ 219,1 milhões. 

R$ 6 MILHÕES

É QUANTO A ASSEMBLEIA PODE DEIXAR DE RECEBER DO GOVERNO DO ESTADO ATÉ O FIM DO ANO, COM BASE NOS TERMOS DO ACORDO

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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