Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Tribunal do Júri

Racha na 3ª Ponte: duas pessoas vão ser julgadas por morte de casal no ES

Sentença encaminhou ao banco dos réus Oswaldo Venturini Neto e Ivomar Rodrigues Gomes Júnior,  que permanecerá em prisão preventiva

Publicado em 26 de Junho de 2025 às 03:30

Públicado em 

26 jun 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Racha na terceira ponte
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Duas pessoas vão ser julgadas pela morte de um casal de 17 e 23 anos no vão central da Terceira Ponte, causado por um racha, segundo sentença divulgada na noite desta quarta-feira (25). Vão enfrentar os jurados Oswaldo Venturini Neto e Ivomar Rodrigues Gomes Júnior, cujos carros atingiram a moto dos jovens. Denúncia à Justiça apontou que os réus estavam embriagados.
Em sua sentença o juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, decidiu não conceder a Ivomar o direito de recorrer  em liberdade. No último dia 18 ele foi preso, de forma preventiva, sob a acusação de adotar estratégias objetivando o atraso de seu julgamento, conforme descrito na sentença.
“Padrão de comportamento processual alegadamente protelatório e abusivo do acusado Ivomar, amplamente detalhado pelo Ministério Público, plenamente descrito nos autos”, informa o juiz.
E acrescentou que as condutas de Ivomar demonstram uma “estratégia deliberada para atrasar o julgamento” e que medidas diferentes da prisão não são adequadas e suficientes para garantir a tramitação tranquila do processo e a aplicação da lei penal.
"Não seriam capazes de coibir a alegada obstrução processual e garantir que o acusado se submeta ao regular andamento da ação penal”, é dito na sentença, acrescentando que a medida se faz necessária para impedir que “manobras processuais” levem à impunidade.
Oswaldo permanecerá em  liberdade, segundo a sentença, por seu comportamento ao longo do processo. "Comparece a todos os atos processuais que são designados e notadamente, não obstaculiza o andamento desta Ação Penal", assinala o magistrado.

Corte Interamericana

O pedido de prisão do advogado foi fundamentado em normas da Corte Interamericana de Direitos Humanos. “E na garantia do cumprimento do dever do Estado em assegurar o direito das vítimas e seus familiares à verdade, à justiça e à reparação integral, de forma célere e eficaz”, informou o Ministério Público, em nota.
Nesta segunda-feira (25), as ações, com o cumprimento da prisão, foram comunicadas à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA). “Informamos que o MP e o Judiciário do Espírito Santo seguem os precedentes do órgão internacional”, acrescentou.

O que dizem as defesas

O advogado Ludgero Liberato, que faz a defesa de Oswaldo Venturini, informou que respeita a decisão judicial, sobretudo por haver apreciado todas as alegações formuladas pelas defesas, mas que recorrerá, por entender que ela se afastou de entendimentos dos tribunais superiores.
“Acertadamente, a decisão garantiu a Oswaldo o direito de recorrer em liberdade e reconheceu que ele tem contribuído para o esclarecimento dos fatos”, acrescentou.
O espaço segue aberto para a manifestação da defesa de Ivomar.

As mortes

Segundo denúncia do MP, no dia 22 de maio de 2019, por volta da 1h20, ocorreu o acidente no vão central da Terceira Ponte, pondo fim a vida de Brunielly Oliveira, 17 anos, e Kelvin Gonçalves dos Santos, 23 anos, que estava em uma motocicleta.
Na ocasião, o advogado Ivomar Rodrigues Gomes Junior conduzia um Audi A1, e o à época estudante de engenharia Oswaldo Venturini Neto dirigia um Toyota Etios.
Segundo o texto do MPES, os réus “após ingerirem bebida alcoólica, assumiram a direção dos veículos automotores, trafegando em velocidade incompatível com a via, diga-se, em patamar muito superior ao permitido e participando de competição automobilística não autorizada, popularmente conhecida como 'racha', assumindo o risco de produzir o resultado lesivo, e colidiram com o veículo motocicleta”.

Atualização

26/06/2025 - 3:30
O texto foi atualizado com a manifestação da defesa de Oswaldo Venturini Neto.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Modal Expo edição de 2025
Feira de logística no ES tem IA contra acidentes e resíduos que viram gás renovável
Viaturas da Polícia Civil, PC
Ex que não aceitava separação mantém mulher presa em hotel na Serra
Armazém do Porto
Pazolini dá primeiro sinal de que deve concorrer ao governo do ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados