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Operação Redentor

Operação prende criminoso que ordenou ataques a ônibus e tiroteios no ES

Foi preso Alan Reis do Santos durante as investigações da Operação Redentor; ataques e tiroteios ocorreram em março na orla de Camburi, em Vitória, e na Serra

Publicado em 30 de Abril de 2025 às 12:30

Públicado em 

30 abr 2025 às 12:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Operação Redentor
Operação Redentor Crédito: MPES
Preso após investigações realizadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Alan Reis do Santos, o “Xaiene” ou "Sheyenne", é apontado como a pessoa que ordenou os ataques a ônibus e a viaturas policiais em março deste ano. Os fatos ocorreram após a morte em confronto com a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) de outra pessoa envolvida com o tráfico de drogas, Anderson de Andrade Bento, o Andinho, que era uma das liderança da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Outra ação que também estaria vinculada a Alan, que mantém ligações com o PCV, é um tiroteio que assustou moradores de Vitória na madrugada de 18 de março. Segundo os relatos, os disparos teriam ocorrido nas regiões de Jesus de Nazareth e Morro da Garrafa. Moradores de bairros vizinhos — Praia do Suá, Enseada do Suá e Bento Ferreira — também relataram terem ouvido o barulho dos disparos. Resultado dos conflitos entre os criminosos de Jesus de Nazaré e Morro da Garrafa.
Alan estava foragido desde 2023, porém mantinha o controle do tráfico na região. Ele estava na lista dos criminosos mais procurados do Estado. Foi detido na sexta-feira (25) antes da deflagração da fase ostensiva da Operação “Redentor”, após a identificação de sua localização.  O trabalho foi realizado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Central), com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e da PMES.
A morte de Andinho ocorreu no dia 26 de março. Na sequência, dois ônibus foram incendiados na orla de Camburi, na Capital, e na Serra. Pelo menos outros 19 coletivos deixaram de circular em decorrência do conflito. O acessos aos bairros mais altos da cidade ficaram comprometidos.  Viaturas policiais tiveram vidros quebrados e pneus furados e outras foram alvos de tiros, que também atingiram estabelecimentos comerciais.
Na ocasião, só com os ônibus, a GVBus — sindicato das empresas de ônibus — estimou o prejuízo em R$ 77,6 milhões.
No dia 20 de março já havia ocorrido outro confronto em frente ao Hortomercado, na Praia do Suá, que também resultou em apedrejamento e tentativa de incêndio a um ônibus. Guarda Municipal informou, na ocasião, que os criminosos fugiram para o bairro Jesus de Nazareth.
Alan Reis dos Santos
Alan Reis dos Santos Crédito: Divulgação | Polícia Militar

Investigação

Segundo o MPES, a investigação foi instaurada pelo Gaeco com o objetivo de identificar as ações delituosas de integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), com sede no Bairro da Penha, em Vitória.
Em nota é informado que eles “estão agindo de forma organizada e contínua, planejando e executando crimes, em especial o tráfico de entorpecentes e crimes conexos, notadamente na região do Bairro Jesus de Nazareth”.
A deflagração da operação teve por objetivo o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão no município de Vitória, em cumprimento de decisão judicial da 5ª Vara Criminal da Capital.
Os trabalhos da parte ostensiva contaram com a participação de Policiais Militares do Batalhão de Missões Especiais (BME), 1º Batalhão e militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, que atuaram nas buscas e apreensões de objetos.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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