Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Julgamento

Justiça do ES decide futuro da aposentadoria de ex-funcionários da Cofavi

Disputa envolve a inclusão de crédito de R$ 73,6 milhões junto à massa falida da empresa; valor corresponde a repasses não feitos ao fundo de aposentadoria

Publicado em 04 de Novembro de 2025 às 03:30

Públicado em 

04 nov 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

TJES Tribunal de Justiça
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Está previsto para esta terça-feira (4) o julgamento de uma ação que pode ajudar a solucionar o pagamento de parte das aposentadorias dos ex-funcionários da Companhia de Ferro e Aço de Vitória (Cofavi), empresa que faliu em 1996.
A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) vai analisar um pedido da Previdência Usiminas, que administra o plano de aposentadoria complementar dos quase 400 ex-empregados, e que objetiva a inclusão de crédito de R$ 73,6 milhões junto à massa falida da empresa.
Decisão liminar (provisória), do mês de agosto, já havia garantido o bloqueio do valor. O que impediu, segundo nota enviada pela Usiminas, que fosse distribuído a outros credores antes da decisão definitiva, preservando a possibilidade de uso dos recursos no pagamento dos aposentados.
A gestão do plano acrescenta que o total corresponde a repasses que a empresa deixou de fazer ao fundo antes da falência e, se aceito, reforçará o caixa destinado aos benefícios dos aposentados. Informa ainda que o Ministério Público Estadual (MPES) se manifestou favoravelmente à tese de que os créditos devem ser reconhecidos ao fundo de pensão.

Décadas de conflito

A história começa em 1985, quando a Cofavi aderiu ao Plano de Benefícios Definidos (PBD). O fundo era administrado pela Fundação Cosipa de Seguridade Social (Femco) e precisaria de contribuições por 20 anos, o que daria direito aos ex-funcionários de receber a aposentadoria complementar vitalícia.
O problema é que a empresa deixou de fazer os repasses para a Femco em 1990, seis anos depois faliu e o benefício deixou de ser pago. Em 1996, a Cofavi faliu e a Femco parou de pagar as complementações aos aposentados, o que gerou uma série de cobranças judiciais.
Ao longo dos anos as decisões judiciais concedidas vem sendo pagas pela Previdência Usiminas, que em 2012 adquiriu a Femco.
O problema é que para honrar esse compromisso vem sendo utilizado recursos de outro fundo, dos trabalhadores e aposentados da Companhia Siderúrgica de São Paulo (Cosipa), já que o da Cofavi está com as contas zeradas. No site da Previdência Usiminas é informado que o rombo já ultrapassa meio bilhão de reais.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Sacola com duas pernas humanas foi encontrada dentro de valão em Cobilândia
Pernas humanas são encontradas dentro de sacola em Vila Velha
Imagem de destaque
Copa do Mundo: 7 lições que todo líder deve aprender com o maior campeonato do planeta
Grupo Contauto contrata profissionais de vários níveis de escoladade
Grupo empresarial abre vagas de emprego no ES; veja cargos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados