Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Operação Recepa

Dívida de grupo investigado em fraude do café no ES chega a R$ 2,7 bilhões

Valor refere-se a débitos por irregularidades constatadas desde o ano de 2020; uma parte é investigada em um suposto esquema de sonegação

Publicado em 03 de Dezembro de 2025 às 03:30

Públicado em 

03 dez 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Fraude comercialização café
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly / Foto:MPES
O grupo investigado por supostas práticas criminosas envolvendo fraudes na comercialização do café acumula uma dívida com o Espírito Santo, em valores atualizados, que pode chegar a R$ 2,7 bilhões.
O valor refere-se a ICMS não pago, multas e juros de autos de infração em irregularidades constatadas desde o ano de 2020. Parte  deste montante está sendo investigado como um esquema de sonegação e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
As apurações iniciais apontam que um dos pilares do grupo apontado como criminoso são as empresas ‘noteiras’, voltadas a emissão de documentos fiscais simulados, o que viabiliza fraudes fiscais variadas.
Responsáveis pela parte operacional, elas conseguiam manter o esquema funcionando mesmo após fiscalizações, cassações ou bloqueios de inscrição estadual.
Entre os anos de 2021 e 2022, por exemplo, foi constatado um aumento expressivo na criação deste tipo de empresa no ramo atacadista de café. O que levou à realização de duas operações da Secretaria da Fazenda (Sefaz), a Recepa 1 e 2.
O resultado foi a cassação de mais de 90 inscrições estaduais de “noteiras” e foram considerados inidôneos mais de R$ 13 bilhões em notas fiscais.
A continuidade das fraudes investigadas levou a realização de uma nova fase da Operação Recepa, desta vez de forma ostensiva e com a participação ainda da Delegacia da Receita Federal em Vitória e de outras forças de segurança, com foco na identificação dos beneficiários do suposto esquema criminoso.
Um total de 14 pessoas foram presas — duas continuam foragidas —, 37 mandados de busca e apreensão cumpridos no Espírito Santo, em Minas Gerais e Sergipe. 
Segundo as investigações, o esquema envolvendo as ‘noteiras’ é altamente dinâmico: quando uma é cassada, outra rapidamente assume suas funções. Há casos de empresas com um ciclo de apenas 3 dias até o seu fechamento ou que foram encerradas no mesmo dia de sua criação.
Ao serem bloqueadas e intimadas a apresentar documentos, elas são abandonadas, e o grupo parte para a criação de outra.
Além das 'noteiras',  são alvos da investigação empresas atacadistas e um núcleo responsável pela contabilidade.  Entre os detidos estão empresários, produtores de café, contadores, "laranjas" e um policial civil.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Lisalinda Spamer, mulher que desapareceu em Afonso Cláudio
Polícia confirma que corpo encontrado é de mulher desaparecida em Afonso Cláudio
Imagem de destaque
Pausa para hidratação na Copa 2026: quem ganha e quem perde com nova regra
Imagem de destaque
TRT do ES barra pedido de sobrinho que queria carteira assinada após morte do tio

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados