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Economia

Impacto da pandemia no mercado de trabalho do ES é significativo

Expectativas eram positivas para 2020. Entretanto, a pandemia tornou o cenário bem desafiador. A tendência é que no segundo semestre  resultados sejam positivos

Publicado em 05 de Agosto de 2020 às 05:00

Públicado em 

05 ago 2020 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

Carteira de trabalho
Carteira de Trabalho: saldo no fechamento de empregos foi maior do que o de abertura no ES no 1º semestre Crédito: Dilgação
Com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), constata-se que o saldo de empregos formais, resultado da diferença entre admissões e demissões, no Estado do Espírito Santo em 2019 foi superior a 19.500 vagas. Esse foi o maior alcançado desde o ano de 2013, quando o ES registrou cerca de 19.800 postos de trabalho no balanço.
As expectativas eram positivas para 2020, entretanto, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tornou o cenário bem desafiador. O saldo de empregos em janeiro e fevereiro de 2020 foi de 3.800 vagas. Em março, com os primeiros efeitos da pandemia no Estado, a diferença foi negativa de -4.400 vagas.
Como observado em todo o mundo, serviços e comércio foram os segmentos mais afetados. Com os impactos da pandemia no território capixaba, um conjunto de medidas necessárias de distanciamento social, como a suspensão de aulas presenciais, restrição de atividades comerciais não essenciais e proibição de aglomeração de pessoas, foram implementadas para desacelerar o crescimento de casos e óbitos do novo coronavírus.
O mês mais crítico dos desdobramentos decorrentes da pandemia na economia foi abril, quando a diferença das admissões e demissões chegou a -18.800 vagas de emprego. Em maio, permaneceu negativo em -7.300 postos, ou seja, o prejuízo foi reduzido no mercado de trabalho.
No mês de junho de 2020, o saldo negativo de empregos formais no Espírito Santo reduziu um pouco mais, ficando em -216 vagas. Essa diminuição dos impactos no mercado de trabalho pode ser explicada pela gradativa e responsável retomada de atividades econômicas promovida com base na matriz e mapa de risco, que foram desenvolvidos e são gerenciados pelo governo estadual, com a expertise do Corpo de Bombeiros Militar (CBMES), Secretaria de Saúde e outras instituições.
À medida que ocorria a desaceleração do crescimento de casos e mortes pela Covid-19, seguimentos econômicos foram autorizados a retomar suas operações seguindo todo um protocolo para garantir a segurança de funcionários e clientes, como por exemplo a obrigatoriedade do uso de máscaras, disponibilidade de álcool em gel e regras de distanciamento físico entre as pessoas.
O impacto acumulado da pandemia no mercado de trabalho é significativo. Entre janeiro e junho, o saldo de empregos do ES ficou negativo em aproximadamente -26.900 postos. A tendência dos últimos meses indica que no segundo semestre de 2020 o saldo provavelmente vai alcançar resultados positivos. Nessa perspectiva, o passivo acumulado de empregos tende ser amenizado.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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