Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Segurança pública

Atlas da Violência: Espírito Santo segue com redução de homicídios

Na comparação dos registros de 2021 e 2022, o ES apresentou uma redução de -8,5% no número de homicídios, uma queda mais forte do que a identificada na média nacional, de -3,0%

Publicado em 26 de Junho de 2024 às 02:30

Públicado em 

26 jun 2024 às 02:30
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) publicaram na última semana o Atlas da Violência 2024, com os dados atualizados até o ano de 2022 no recorte estatístico epidemiológico da violência, conforme os registros do Ministério da Saúde.
Espírito Santo alcançou a sua mais elevada taxa de assassinatos em 2009, com mais de 58 homicídios por 100 mil habitantes. Eram tempos difíceis, o ES se destacava negativamente no topo do ranking da taxa de homicídios como o 2º Estado mais violento do país. Naquele ano, cerca de 2 mil pessoas foram assassinadas no território capixaba.
Passados mais de dez anos, em 2022 o Espírito Santo contabilizou 1.147 assassinatos. Um número ainda alto, mas que sinaliza que o Estado está no caminho da diminuição da violência. Na comparação dos registros de 2021 e 2022, o ES apresentou uma redução de -8,5% no número de homicídio, uma queda mais forte do que a identificada na média nacional (-3,0%).
Em 2022, o Estado registrou 27,7 homicídios por 100 mil habitantes, ou seja, valor duas vezes inferior à taxa computada em 2009. Atualmente, o ES está na metade do ranking nacional dos homicídios, na 14ª posição. Ainda tem um caminho para percorrer e passar a se destacar entre os Estados com as menores taxas de violência.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um parâmetro tolerável para taxas de assassinatos seriam valores inferiores a 10 casos por 100 mil pessoas residentes. No Brasil, somente São Paulo e Santa Catarina estão nessa condição, com 6,8 e 9,1 homicídios por 100 mil habitantes, respectivamente.
Se o ES mantiver a tendência de diminuição da taxa de assassinatos, que entre 2021 e 2022 foi de -9,2%, queda mais intensa do que a média do país (-3,6%), tem condições de configurar no grupo das dez menores taxas nacionais até 2025, ou seja, na metade da atual década. Fato que seria inimaginável no final dos anos 2000 e que hoje está cada vez mais próximo da realidade capixaba.
Para isso acontecer é necessário reforçar o trabalho integrado de prevenção e repressão qualificada à criminalidade violenta implementado pelo programa Estado Presente, que é mencionado pelo Atlas da Violência como uma política de segurança pública que é “referência nacional em gestão por resultado”. Além disso, é relevante que os municípios integrem ainda mais tais estratégias para potencializar as ações da gestão democrática da segurança cidadã e da ampliação da cultura de paz.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Anúncio do retorno de Didi Louzada ao Flamengo
Didi Louzada é anunciado como novo reforço do Flamengo Basquete
Imagem de destaque
Bolsonaro diz ao STF que não está proibido de manter arma em casa
Perseguição de força de segurança termina em acidente em Cariacica
Perseguição a motociclista armado termina em acidente em Cariacica

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados