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Revitalização do Centro

Porto de Vitória: armazéns degradados precisam ser bem aproveitados

O longo tempo de abandono desses armazéns e o seu alto grau de deterioração tornaram a Av. Getúlio Vargas – passagem obrigatória para quem atravessa a Capital na direção norte – a região mais degradada da cidade

Publicado em 19 de Setembro de 2022 às 00:05

Públicado em 

19 set 2022 às 00:05
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Fachada do Porto de Vitória e Armazéns da Codesa
Fachada do Porto de Vitória e Armazéns da Codesa Crédito: Divulgação/CASACOR
Apesar do empenho da prefeitura e do governo do Estado na revitalização do Centro da Capital, sabemos que se trata de um grande desafio. Um desafio que precisa ser enfrentado com muita determinação.
Obras importantes, como o recém-inaugurado Portal do Príncipe e a transferência de órgãos públicos para o Centro – que já vem acontecendo há algum tempo – atestam o empenho por parte do governo estadual nesse sentido.
Da mesma forma, a Prefeitura de Vitória se mostra também muito empenhada, com a elaboração do plano estratégico para revitalização do Centro, obras como a reforma e requalificação do Mercado da Capixaba e outras em fase de planejamento.
Dito isso, reporto-me ao artigo que escrevi para este jornal em 17 de janeiro passado, no qual enfatizei a importância da recuperação da área portuária no centro da Capital,­ e fiz menção à obrigação da empresa vencedora do leilão de privatização do Porto de Vitória de reformar os cinco armazéns abandonados (obrigação constante no edital).
O longo tempo de abandono desses armazéns (cerca de vinte anos) e o seu alto grau de deterioração tornaram a Av. Getúlio Vargas – passagem obrigatória para quem atravessa a Capital na direção norte – não só a região mais degradada da cidade, como a que mais expõe esse aspecto de abandono à percepção geral.
Conforme artigo assinado pelo jornalista Leonel Ximenes (22/02/2021), a ideia do prefeito Lorenzo Pazolini é construir no local um grande polo de lazer, gastronomia e entretenimento, a exemplo das Docas de Belém e muitas outras áreas portuárias recuperadas mundo afora e transformadas em importantes atrações turísticas.
Nesse sentido, o prefeito enviou ofício à Agência Nacional de Transportes Aquaviários pedindo providência legais para que seja viabilizada a cessão de um dos armazéns para a prefeitura realizar esse objetivo.
A recuperação da área portuária é de vital importância no processo de revitalização do Centro. Por maiores que sejam os avanços nas medidas que vêm sendo adotadas nesse sentido, se não houver a integração do Porto a essas ações, a superação desse desafio não será alcançada.
Decorridos mais de quatro meses da privatização ­– a primeira e bem-sucedida no setor portuário do Brasil – ainda que seja cedo para a definição do que será efetivamente feito com os referidos armazéns, quero reiterar minha expectativa de que o propósito da prefeitura possa realmente vir a se concretizado. Será de fundamental importância na revitalização do Centro.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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