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Economia brasileira aponta crescimento bem acima do previsto

Não há como se deixar de reconhecer que as políticas adotadas no Brasil  (redução do ICMS dos combustíveis, Auxílio Brasil, PEC dos Benefícios etc.) produziram resultados positivos

Publicado em 22 de Agosto de 2022 às 02:00

Públicado em 

22 ago 2022 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

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Luiz Carlos Menezes

Crédito:
Ao examinarmos as expectativas para a economia brasileira em 2022, projetadas no final do ano passado pelos principais analistas econômicos – setor financeiro, Ipea, Boletim Focus do Bacen e outros – constatamos, contrariando as previsões negativas feitas naquela época, que o ministro Paulo Guedes, ao prever um crescimento econômico em patamares bem superiores, estava certo.
Naquela ocasião, o Banco Central projetava para 2022 uma previsão de crescimento em torno de 1%, o Dimec Ipea de 1,1% e outros analistas com previsões até inferiores.
Vimos no transcorrer deste ano uma progressiva revisão positiva desses números, a ponto de essas previsões apontarem no final de julho para um crescimento acima de 2%. Ou seja, o dobro das previsões do final do ano passado.
Além disso, há ainda que se considerar um substancial avanço em outros importantes indicadores econômicos: o Brasil reconquistou a décima posição entre as maiores economias do mundo (antes estava na 13ª), registrou uma considerável diminuição do desemprego, de 11,1 milhões de desempregados para 9,8 milhões (taxa de 9,3% segundo o IBGE), e está conseguindo uma importante redução da inflação, agora projetada para este ano num patamar abaixo de 8%.
É certo que esses indicadores estão muito distantes do que seria desejável – e até mesmo possível – ante as gigantescas potencialidades econômicas do nosso país.
Todavia, é preciso lembrar que o país já vinha se ressentindo de um período de grande instabilidade política e econômica, marcado por grandes rombos de corrupção que arruinaram a economia.
Portanto, é nesse cenário, agravado por uma crise generalizada, ainda sob os efeitos de uma pandemia não inteiramente debelada, de guerra entre a Rússia e a Ucrânia, de inflação desenfreada nos Estados Unidos (9,1% ao ano, a maior nos últimos 40 anos) e na Europa, com fortes impactos na economia mundial, que devemos avaliar a situação atual.
Com efeito, não há como se deixar de reconhecer que as políticas adotadas no Brasil para se contrapor a essa grave situação (redução do ICMS dos combustíveis, Auxílio Brasil, PEC dos Benefícios etc.) produziram resultados positivos para a nossa economia: a inflação perdeu o ímpeto e o consumo aumentou.
Mas não se pode deixar de considerar que estamos vivendo um período muito complicado. Não só sob o ponto de vista da grave situação internacional, como um quadro político interno marcado por uma polarização que parece irreversível às vésperas das eleições.
Enfim, o futuro é nebuloso.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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