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Eleições 2022

Vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane declara apoio a Casagrande

O prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), é opositor do socialista

Publicado em 14 de Outubro de 2022 às 12:56

Públicado em 

14 out 2022 às 12:56
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

Vice-prefeita de Vitória, Capita Estéfane, e governador Renato Casagrande
Vice-prefeita de Vitória, Capita Estéfane, e governador Renato Casagrande Crédito: Reprodução
Vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Patriota) declarou, nesta sexta-feira (14), apoio à reeleição do governador Renato Casagrande (PSB).
Quem comanda a prefeitura da Capital é Lorenzo Pazolini (Republicanos), opositor do socialista.
De acordo com pessoas próximas ao prefeito e outras nem tão próximas assim, a capitã e o prefeito é que não têm proximidade alguma. 
Ela foi candidata a deputada federal, recebeu 10.075 votos. É um resultado tímido, não foi eleita. Pazolini não esteve ao lado da vice na campanha.
Em vídeo publicado nas redes sociais do candidato do PSB, que disputa o segundo turno contra Manato (PL), Capitã Estéfane se colocou à disposição para ser um ponte entre o socialista e a Polícia Militar.
Ela deixou a ativa para ser vice de Pazolini. Agora, é da reserva da corporação.
O governador, por sua vez, destacou que a vice-prefeita o entregou propostas relativas à valorização dos profissionais da segurança pública.
Na eleição de 2020, a capitã era filiada ao Republicanos, mas depois migrou para o Patriota.
No pleito de 2022, o Patriota não apoiou ninguém, formalmente, ao Palácio Anchieta. Coligou-se com o Republicanos em prol da eleição do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, ao Senado. Ele ficou em terceiro lugar.
No segundo turno, o presidente estadual do partido, o deputado estadual Rafael Favatto, está com Manato (PL). Favatto tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas não foi eleito.
RELAÇÃO COM PAZOLINI
De acordo com o que a coluna apurou, Capitã Estéfane participa das reuniões do secretariado municipal, mas não tem uma função, um programa a executar na prefeitura. 
No governo do estado, por exemplo, a vice-governadora Jacqueline Moraes (PSB) cuida do programa Agenda Mulher, que oferece orientações para o empreendedorismo e cursos de qualificação.
Pazolini, na campanha, apoiou, principalmente, Erick Musso. Também pediu votos para o vereador de Vitória Denninho (União Brasil), que foi eleito deputado estadual.
Para federal, não apoiou ninguém abertamente.
O vereador de Vitória Gilvan da Federal (PL) foi o mais votado na Capital, recebeu 14.776 somente na cidade. No cômputo geral, foi o segundo deputado federal eleito mais votado, escolhido por 87.994 eleitores. 
O prefeito de Vitória não vai a eventos públicos, solenidades, realizadas pelo governo do estado. Em algumas dessas ocasiões, a vice representou o município.
A chapa Pazolini-Capitã Estéfane não surgiu de uma relação política entre os dois. Em 2020, ela contou à reportagem de A Gazeta que conheceu o então candidato a prefeito em setembro daquele ano, pouco antes do dia do pleito, portanto.
Na época, a capitã disse que gostaria de ter um papel ativo na administração estadual.
ESTRATÉGIA DE CASAGRANDE
O apoio da vice de Pazolini a Casagrande surpreende, apesar desse contexto. Ela é evangélica e integrante da PM, filões em que o bolsonarismo é forte. Manato é o candidato de Bolsonaro.
Além disso, tanto o Republicanos quanto Patriota, partidos pelos quais a capitã tem passagem, são conservadores.
A área da segurança pública está cada vez mais em debate, principalmente depois dos ataques a ônibus orquestrados em represália pela morte do segurança de um traficante, durante abordagem policial. Vitória foi palco de cenas de veículos incendiados na última terça-feira (11).
Para a vice de Pazolini, Casagrande foi "o governador que mais investiu em segurança pública" e tem capacidade de diálogo.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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