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Eleições 2022

Quem apoia quem na eleição para o Senado no ES

O ex-senador Magno Malta (PL) e a senadora Rose de Freitas (MDB) lideram a corrida

Publicado em 29 de Agosto de 2022 às 11:15

Públicado em 

29 ago 2022 às 11:15
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Candidatos ao Senado Federal do Espírito Santo
Candidatos ao Senado Federal do Espírito Santo Crédito: Arte/Geraldo Neto
O ex-senador Magno Malta (PL) lidera as pesquisas de intenção de voto na corrida pelo Senado no Espírito Santo, empatado tecnicamente com a senadora Rose de Freitas (MDB). Entre os partidos que o apoiam há apenas a legenda dele mesmo e o PTB.
O principal cabo eleitoral de Magno, o que ele faz questão de enfatizar, é o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). 
Quando esteve no Espírito Santo, em julho, o presidente mencionou o ex-senador em discurso. Bolsonaro mandou um recado enviesado, claramente referindo-se ao aliado, afirmou que todos merecem "perdão" e "uma segunda chance".
Magno utiliza nas redes sociais fotos e vídeos ao lado do presidente e, na campanha, repete palavras de ordem do bolsonarismo, como ao dizer que a eleição é uma "guerra espiritual". O candidato ao Senado, também cantor gospel, apela ao eleitorado evangélico para se manter relevante.
Ele tem o apoio, por exemplo, do pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, que até atacou outro pastor candidato, Nelson Junior (Avante), para pedir votos para Magno.
O ex-senador, por sua vez, apoia o ex-deputado federal Carlos Manato, também do PL, na corrida pelo governo do Espírito Santo. A exemplo de Magno, Manato calca-se no bolsonarismo.
Magno tem ainda o endosso de um ex-aliado, que agora se reaproxima: o deputado federal Neucimar Fraga (PP).
O ex-senador também é apoiado pela Associação ProArmas, que defende a ampliação da posse do porte de armas de fogo no país.
Os suplentes de Magno são a professora de Ensino Fundamental Marcinha Macedo e o Tenente Emerson, ambos do PL.
ROSE DE FREITAS 
Rose está no palanque do governador Renato Casagrande (PSB), que tenta a reeleição. A parlamentar também exibe o apoio de ao menos 65 prefeitos. Conquistou um recentemente, o chefe do Executivo de Viana, Wanderson Bueno (Podemos).
A senadora reúne a maior coligação, formada, além de MDB e PSB, por PP, Podemos, PT, PCdoB, PV, PSDB, Cidadania, Pros e PDT.
Nem todos os integrantes dessas legendas estão com ela, entretanto. 
O partido de Rose tem candidata à Presidência da República, a senadora Simone Tebet, mas o PT garante que, na prática, a senadora do Espírito Santo está com Lula.
Como suplentes, ela escolheu duas ex-prefeitas, Solange Lube (MDB), de Viana, e Vera Costa (PDT), de Guaçuí.   
ERICK MUSSO
O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), entrou na disputa pelo Senado após uma reviravolta. Ele substituiu o correligionário Sérgio Meneguelli, que acabou rifado pelo próprio partido.
Erick está no páreo com o apoio de PSC e Patriota. Seu maior trunfo, entretanto, é o União Brasil do deputado federal Felipe Rigoni, o que ajuda a turbinar o tempo que o candidato ao Senado tem no horário eleitoral.
Alguns desertores da aliança partidária de Rose estão com Erick, como o deputado estadual Marcelo Santos (Podemos) e o deputado federal Da Vitória (PP).
O principal aliado de Erick, que anda com ele para cima e para baixo e aparece nas redes sociais do candidato tanto quanto o próprio é o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
A prefeitura da Capital é a principal vitrine do Republicanos no estado. Quando Erick ainda era pré-candidato ao Palácio Anchieta, Pazolini já o incluía em agendas oficiais. Agora, vai com ele a feiras e a eventos fora da cidade também.
O presidente da Assembleia não declarou apoio a nenhum candidato ao governo do estado. O partido dele integra a coligação de Bolsonaro, mas Erick tenta não atrelar sua imagem ao presidente da República.
O candidato ao Senado, entretanto, é conservador e disputa o mesmo nicho que Magno, mostrando-se sempre cercado de pastores e religiosos.
Erick ascendeu na política com o apoio do ex-governador Paulo Hartung (na época filiado ao MDB). Hoje, o ex-governador não apoia ninguém publicamente no estado.
Os suplentes de Erick são o produtor agropecuário Edimar e a administradora Bruna Raphaela. Os dois são do Republicanos.
CARONE
Outro postulante à cadeira é o empresário Idalécio Carone (Agir), que está isolado, conta apenas com o próprio partido e não tem espaço no horário eleitoral. 
Ele até pontuou na última pesquisa Ipec, empatado tecnicamente com Erick. Na urna, ele usa apenas o sobrenome.
Informalmente, já que o partido não está coligado para o governo, Carone apoia o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) para o Palácio Anchieta.
Os suplentes dele são os empresários Cezar Assreuy e Luciano Xerox, do Agir.
NELSON JUNIOR
O pastor Nelson Junior (Avante) também está com Audifax. Partidariamente, entretanto, está isolado e com pouco tempo no horário eleitoral.
Nelson Junior, criador da campanha Eu Escolhi Esperar, que prega a abstinência sexual até o casamento, é uma espécie de popstar nas redes sociais e conta com isso para se fazer ouvir.
Silas Malafaia já o considera uma ameaça a Magno, apesar de o pastor ter alcançado apenas 1% no último Ipec.
O candidato do Avante não revela em quem vai votar para presidente da República, mas tem o perfil dos eleitores de Jair Bolsonaro.
Os suplentes dele são o presidente estadual do Avante, Marcel Carone, e o empresário Romeu Rocha.
Outros quatro candidatos ao Senado estão isolados em partidos pequenos e sem apoios de destaque: Gilberto Campos (PSol); Filipe Skiter (PSTU), Antonio Bungestab (PRTB) e Coronel Lugato (DC).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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