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Flagrada em Brasília

Presa em ato golpista recebeu doação de Magno Malta na campanha eleitoral

Maria Elena Lourenço Passos tentou ser eleita deputada estadual pelo PL no ES em 2022

Publicado em 20 de Janeiro de 2023 às 02:10

Públicado em 

20 jan 2023 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Maria Elena Lourenço Passos (PL), suplente de deputada estadual
Maria Elena Lourenço Passos (PL) é suplente de deputada estadual e foi presa por participação em atos golpistas em Brasília Crédito: Reprodução/Facebook
A reportagem de A Gazeta já mostrou que a contadora Maria Elena Lourenço Passos está entre as mais de mil pessoas presas em flagrante em Brasília por participação nos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram as sedes dos Três Poderes e incitaram as Forças Armadas a perpetrarem um golpe para derrubar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Maria Elena foi candidata a deputada estadual pelo PL no Espírito Santo em 2022. Recebeu 558 votos e ficou na suplência, mas beeem lá atrás. Há 17 suplentes na frente dela.
Ao todo, Maria Elena contou com R$36.511,00 para fazer campanha, como mostra o DivulgaCand, site oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desse montante, R$ 30 mil vieram da direção nacional do PL. Outros R$ 6,5 mil foram doados pela campanha de Magno Malta. 
Magno é o presidente estadual do PL. Ele foi eleito senador pelo Espírito Santo.
Não há ilegalidade na doação. Pessoas físicas podem repassar valores a candidatos e o CNPJ de um candidato também pode fazer o mesmo por outro. 
O valor doado por Magno a Maria Elena, entretanto, é mais um registro de proximidade do senador com radicais bolsonaristas que atacam as instituições democráticas.
O próprio senador eleito fez reiterados ataques verbais a ministros do Supremo Tribunal Federal. E é réu em ação na Corte, acusado de calúnia e difamação contra Luís Roberto Barroso.
A coluna também já revelou que Magno convidou, em 2018, o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo para falar na CPI dos Maus-Tratos, no Senado, como colaborador. E apoiou um evento coordenado por ele, a Marcha da Família Cristã pela Liberdade.
Macedo é réu na Justiça do Distrito Federal, acusado de participar da instalação de uma bomba em um caminhão-tanque em Brasília no dia 24 de dezembro de 2022. Ele esteve acampado em frente ao quartel do Exército, onde o plano de explosão surgiu.
O objetivo, de acordo com o Ministério Público, era causar comoção para que um estado de sítio fosse decretado, com intervenção das Forças Armadas, para impedir a posse de Lula.
O PSOL pediu ao Supremo a inclusão de Magno entre os investigados por estimular os atos antidemocráticos. O senador, já diplomado, rechaçou os episódios de vandalismo nas sedes dos Três Poderes e negou ter feito qualquer incitação. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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