Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Eleição na Serra

O risco que Audifax Barcelos corre ao ficar neutro no segundo turno

Ex-prefeito da Serra falou dos riscos envolvendo Weverson Meireles (PDT) e Pablo Muribeca (Republicanos). Mas e quanto ao futuro do próprio Audifax?

Publicado em 11 de Outubro de 2024 às 02:59

Públicado em 

11 out 2024 às 02:59
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos anuncia que vai ficar neutro na Serra
O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos anuncia que vai ficar neutro na Serra Crédito: Letícia Gonçalves
Ao anunciar que decidiu não apoiar nem Weverson Meireles (PDT) nem Pablo Muribeca (Republicanos) no segundo turno da eleição para a Prefeitura da Serra, o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP) afirmou que os dois representam "risco para a cidade".  Mas e quanto ao futuro político do próprio ex-prefeito? Ao optar pela neutralidade, ele também assume um risco.
Audifax ficou em terceiro lugar, recebeu 58.643 votos. Conquistou, portanto, um quantitativo respeitável de eleitores, correspondente a 23,96%, mas, ao decidir não endossar nenhum dos candidatos na segunda etapa do pleito, ele se abstém de atuar para manter a relevância desse capital político.
E isso após sofrer o que não pode ser negado como uma derrota.
O ex-prefeito afirmou não saber, em entrevista coletiva na quinta-feira (10), se vai ou não disputar outra eleição, mas, em caso positivo, o mais indicado seria manter-se vivo na memória dos eleitores da Serra pelo maior tempo possível.
Logo, pragmaticamente, a estratégia escolhida deveria ser participar do segundo turno, de uma forma ou de outra, de preferência escolhendo o lado com mais chances de sair vitorioso.
Audifax alegou que pesaram, na decisão de não apoiar ninguém, "princípios e valores" e não apenas a "questão eleitoral".
OS MOTIVOS MENCIONADOS
"São duas histórias desconhecidas, a cidade corre risco. Não ficaremos com nenhum dos dois candidatos", cravou o ex-prefeito, que voltou a afirmar que os candidatos do PDT e do Republicanos não têm a experiência necessária para comandar a cidade.
"Minha candidatura é completamente diferente da dos dois candidatos", ressaltou.
Na "classificação de risco" de Audifax, Weverson e Muribeca receberam, publicamente, a mesma "nota".
OS MOTIVOS NÃO MENCIONADOS
Durante a campanha do primeiro turno, porém, abertamente e nos bastidores, Audifax emitiu sinais de que considera Muribeca uma espécie de "ameaça maior", não somente pela falta de experiência em gestão pública, mas pelo jeito de fazer política e por alianças estabelecidas pelo candidato do Republicanos.
Assim, não teria como apoiar Muribeca, para manter o mínimo de coerência. 
Para subir no palanque de Weverson, por outro lado, o ex-prefeito teria que passar por cima de muita coisa. E não falo aqui apenas do histórico de rivalidade entre o ex-prefeito e o atual, Sérgio Vidigal (PDT), que é o principal apoiador do candidato a prefeito do PDT.
Enquanto Audifax era o concorrente até então considerado favorito na disputa em 2024, a campanha de Weverson fez críticas duras ao candidato do PP. Além de provocações.
No debate realizado por A Gazeta e CBN Vitória no dia 25 de setembro, por exemplo, o pedetista imitou o então candidato a prefeito de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) e ergueu uma carteira de trabalho para acusar Audifax de não trabalhar.
A animosidade então, passou a ser pessoal.
Antes, questionado pela coluna, o ex-prefeito havia dito que, num eventual segundo turno entre ele e Muribeca, não teria dificuldade em dialogar e pedir apoio a Vidigal, seu arquirrival.
Na coletiva em que anunciou a neutralidade, perguntei ao ex-prefeito se essa não deveria ser uma via de mão dupla. Por que Vidigal serviria para apoiá-lo, mas ele, Audifax, não apoia o candidato  do atual prefeito? 
O ex-prefeito respondeu que não veria problema em conversar com Vidigal e ressaltou que Weverson não é Vidigal.
A derrota de Audifax em 2024 é a segunda consecutiva, ou a terceira, se considerarmos que, em 2020, ele apoiou, de corpo e alma, Fábio Duarte (Rede) a prefeito da Serra e também não obteve sucesso, embora tenha conseguido levar Fábio ao segundo turno.
Em 2022, o ex-prefeito disputou o governo do Espírito Santo e ficou em quarto lugar, com 6,51% dos votos. Não foi o candidato mais votado nem na Serra, onde Renato Casagrande (PSB) e Carlos Manato (PL) saíram na frente já no primeiro turno.
Por falar em Manato, o ex-deputado federal apoiou Audifax em 2024, a despeito da candidatura do PL, como retribuição ao fato de o ex-prefeito ter ficado ao lado dele no segundo turno em 2022, contra Casagrande.
Naquele ano, sim, Audifax deu uma guinada ideológica formal. Desfiliou-se da Rede, um partido de centro-esquerda, para subir no palanque de Manato, da direita bolsonarista. E participou ativamente da campanha do candidato do PL.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Novo desvio altera acesso de Piúma à BR 101 a partir desta quarta-feira (17)
Obra altera acesso de Piúma à BR 101 a partir de quarta-feira (17)
Imagem de destaque
Febre dos peptídeos: entenda o que são e quais os riscos
Sucesso baiano fechará o primeiro dia de festival Vital 2026
Com Bell Marques e Léo Santana, Vital 2026 tem ingressos a partir de R$ 40

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados