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Letícia Gonçalves

Magno Malta é multado pelo governo de SP por não usar máscara

Em meio à pandemia de Covid-19, ex-senador do ES esteve ao lado de Bolsonaro em ato na Avenida Paulista no dia 7 de setembro

Publicado em 09 de Setembro de 2021 às 09:50

Públicado em 

09 set 2021 às 09:50
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Ex-senador Magno Malta ao lado do presidente Jair Bolsonaro
Ex-senador Magno Malta ao lado do presidente Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro Crédito: Reprodução/Facebook Magno Malta
O ex-senador Magno Malta (PL) foi multado pelo governo de São Paulo por não usar máscara para evitar o contágio pelo novo coronavírus. O ex-parlamentar do Espírito Santo esteve ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em ato a favor do próprio presidente na Avenida Paulista no dia 7 de setembro.
O governo João Doria (PSDB) confirmou à coluna que emitiu autos de infração contra Bolsonaro e "outras 13 autoridades e personalidades, entre deputados, secretários, lideranças religiosas, artistas e empresários durante o ato realizado no feriado".
As autuações têm como base legislação estadual e a Lei Federal nº 14.019 de 2020 – sancionada por Bolsonaro –, que obriga o uso de máscaras e sujeita quem descumpre a norma a penalidades previstas na Lei nº 6.437 de 1977, que prevê multa de até R$ 1,5 milhão para infrações sanitárias gravíssimas.
O valor da multa a ser paga por Magno Malta ainda deve ser definido.
Foi a sétima ocasião em que Bolsonaro descumpriu normas sanitárias no território paulista, ainda de acordo com o governo daquele estado.
A coluna entrou em contato com Magno Malta e questionou se ele pretende recorrer da multa e se gostaria de se manifestar a respeito da punição. "Eu fui a SP usei meu nome é de Bolsonaro pra definir o segundo turno desse aprendiz de ditador", respondeu o ex-senador, por meio de mensagem de texto, em referência ao governador de São Paulo, João Doria. 
"E diga que eu dei risada", complementou o ex-senador.
Presidente Jair Bolsonaro discurso em trio elétrico na Avenida Paulista, no 7 de Setembro
Presidente Jair Bolsonaro discurso em trio elétrico na Avenida Paulista, no 7 de setembro. Magno Malta também estava junto Crédito: Reprodução/Redes Sociais

SEM CARGO

Magno não conseguiu se reeleger em 2018. Quase foi vice de Bolsonaro. Neste caso, teria um mandato garantido, no lugar de Hamilton Mourão (PRTB). Depois, cogitou-se que poderia chefiar um ministério no governo do aliado, o que não se concretizou. O mesmo se pode dizer de cargos de segundo ou quaisquer escalões.
Ainda assim, o ex-senador se manteve fiel a Bolsonaro. Usou as redes sociais para emular as pautas bolsonaristas. Tem estado mais próximo do presidente, como a multa emitida pelo governo de São Paulo evidencia.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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