Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Secretário de Casagrande

Edmar Camata, futuro chefe da PRF, quer distensionar ambiente e mudar formação de policiais

Ele integra os quadros da PRF desde 2006 e está cedido para o governo do ES, em que comanda a Secretaria de Controle e Transparência

Publicado em 20 de Dezembro de 2022 às 18:24

Públicado em 

20 dez 2022 às 18:24
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Edmar Camata, secretário de Controle e Transparência do ES e futuro diretor-geral da PRF
Edmar Camata, secretário de Controle e Transparência do ES e futuro diretor-geral da PRF Crédito: Divulgação/Secont
O secretário de Controle e Transparência do governo do Espírito Santo, Edmar Camata, vai ser o novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no país
Ele integra a corporação desde 2006 e há quatro anos está cedido para a administração estadual. A partir de janeiro, vai atuar em Brasília, conforme anunciou o futuro ministro da Justiça do governo Lula (PT), Flávio Dino (PSB), nesta terça-feira (20).
Camata afirmou à coluna, em primeira mão, que já bateu o martelo com o Dino sobre algumas das prioridades da PRF a partir do ano que vem: 
- Distensionar o ambiente, uma vez que alguns integrantes da instituição aderiram figadalmente ao bolsonarismo, tal qual o já exonerado Silvinei Vasques, que comandava a polícia.
- Revisar o ensino, a formação dos policiais, com a volta do foco em direitos humanos, para evitar casos como o da "câmara de gás" improvisada numa viatura que matou Genivaldo de Jesus Santos, em maio, em Sergipe.
- Revogar a norma que permite a atuação da PRF em ações fora dos limites das rodovias federais. A Portaria Normativa 42/2021 foi publicada no ano passado pelo então ministro da Justiça, André Mendonça.
"A gente vai refazer toda a visão do ensino policial para voltar às bases que transformaram a PRF numa das melhores polícias do Brasil. Isso tem a ver com o policial entender o papel da PRF", adiantou Camata.
Apesar de estar fora das estradas enquanto comanda a pasta de Controle e Transparência do governo Renato Casagrande (PSB), ele seguiu como instrutor do curso de formação da PRF. Logo, manteve contato com a categoria no período.
Ironicamente, sob o governo Bolsonaro, a disciplina então lecionada por Camata, Estratégia Institucional e Governança, foi extinta.
Questionado sobre atuações controversas da PRF, como ao entrar em complexos de favelas do Rio de Janeiro ao lado da Polícia Militar, bem longe das rodovias federais, o novo diretor-geral já disse que isso também vai mudar, por determinação do próprio Flávio Dino. 
"A atuação da PRF fora das rodovias o ministro já disse que pretende rever. Ela foi permitida a partir de portarias, um instrumento infraconstitucional", ressaltou.
"A PRF não vai deixar de ajudar outras polícias, mas não por meio de um instrumento que dá insegurança para o policial e para a população"
Edmar Camata - Futuro diretor-geral da PRF
O futuro chefe da PRF não tem filiação partidária, mas foi candidato a deputado federal pelo PSB em 2018. 
Ele disse à coluna que o contato com Dino, que resultou em uma "entrevista de emprego com duração de uma hora e meia" em Brasília, deu-se não apenas pela questão partidária, mas devido ao contato com entidades de classe,
"Fiz um diálogo com o sindicato e com a federação. O caminho é o de buscar um diálogo de pacificação, de diminuição de radicalismos e de entregas para os policiais e para a instituição", afirmou, à coluna.
Quanto à atuação da PRF no dia da votação do segundo turno, em que abordagens foram feitas a ônibus em locais em que havia maior propensão à vitória de Lula, e à suposta falta de ação da polícia frente a bolsonaristas que interditaram rodovias, Camata pontuou que são situações já em investigação por parte do Ministério Público Federal.
O futuro diretor-geral é formado em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e mestre em Políticas Anticorrupção pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Também tem MBA em Gestão Integrada em Segurança Pública.
O governador parabenizou, no Twitter, o aliado. Agora, já se sabe que Casagrande vai ter que encontrar um novo nome para a Secont.

FILHO DE QUEM?

Talvez algumas pessoas estejam recorrendo ao Google para saber quem é Edmar Camata devido ao anúncio, em vídeo e ao vivo, feito por Flávio Dino.
Uma das sugestões de busca é "Edmar Camata é filho de quem?". Talvez a dúvida surja pela lembrança do ex-governador Gerson Camata (MDB), morto em 2018.
Edmar é sobrinho do ex-governador.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
GSI corrige portaria que nomeava 'Fulano' e 'Cicrano de tal' para segurança presidencial
Imagem de destaque
De coração dividido, brasileiro diz que também se sente patriota na Escócia, que enfrenta Brasil na Copa do Mundo
Neymar pela Seleção Brasileira
Seleção enxerga Neymar em bom nível, mas uma questão ainda gera preocupação

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados