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Arnaldinho manda recado ao avisar que continua "no jogo" para 2026

"É jogo grande, de 90 minutos, com prorrogação e, se for preciso, disputa de pênaltis", afirmou o prefeito, sobre a pré-candidatura ao governo do ES

Publicado em 22 de Agosto de 2025 às 17:34

Públicado em 

22 ago 2025 às 17:34
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Arnaldinho Borgo assumiu o segundo mandato na prefeitura de Vila Velha no início de 2025
Arnaldinho Borgo assumiu o segundo mandato na Prefeitura de Vila Velha em janeiro de 2025 Crédito: Prefeitura de Vila Velha
Desde maio, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), movimenta-se pública e declaradamente para tentar viabilizar-se como candidato ao Palácio Anchieta. De lá pra cá, entretanto, outro aliado do governador Renato Casagrande (PSB) consolidou-se entre os governistas como favorito para concorrer ao posto: o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB).
Tanto que, como a coluna mostrou no último dia 12, alguns casagrandistas até esperam que, mais cedo ou mais cedo, Arnaldinho "jogue a toalha" e desista da pré-candidatura. 
Naquele mesmo texto, porém, registrei que aliados do prefeito de Vila Velha mantêm a fé no potencial eleitoral dele e na pré-campanha. Agora, o próprio Arnaldinho Borgo, em artigo publicado em A Gazeta nesta sexta-feira (22), veio a público garantir que continua "no jogo".
"É jogo grande, de 90 minutos, com prorrogação e, se for preciso, disputa de pênaltis", escreveu o prefeito.
É uma forma de mandar um recado, nada sutil, àqueles que apostam num recuo prematuro.
Não podemos, evidentemente, adivinhar o futuro e pode ser que Arnaldinho consiga virar o jogo. O placar atual, entretanto, não é favorável ao prefeito de Vila Velha.
No artigo, ele faz uma analogia e diz que disputa, simultaneamente, "duas competições decisivas", uma na qual cuida da administração municipal e outra em que se dedica às eleições de 2026.
Na verdade, a disputa mais intensa ocorre nos bastidores e dentro do grupo casagrandista, entre Arnaldinho e Ricardo Ferraço. No mês passado, os dois reuniram-se com o governador. 
Como resultado do encontro, os ânimos entre o vice-governador e o prefeito de Vila Velha tornaram-se menos acirrados. E o que já estava patente ficou ainda mais claro: apenas Ricardo e Arnaldinho permanecem como possíveis candidatos ao Palácio, entre os nomes listados pelo próprio Casagrande, em janeiro. 
Obviamente, o fator mais decisivo numa eleição são os votos ou, por enquanto, os percentuais de intenção de voto, a vontade do eleitor. Mas apoios políticos e partidários também são muito relevantes.
Sérgio Vidigal (PDT), Euclério Sampaio (MDB) e Gilson Daniel (Podemos) já estão no palanque de Ricardo. Da Vitória (PP) não chegou a tanto e ainda se coloca como possível pré-candidato, mas já sinalizou positivamente para Ricardo e é considerado mais como uma possibilidade para o Senado.
O vice-governador já tem MDB, PSB, PDT e Podemos ao seu lado, com fortes chances de angariar o endosso de PP e União Brasil. Além das declarações de apoio de diversos prefeitos.
Tudo graças ao fato de Ricardo ser o pré-candidato favorito do próprio governador Renato Casagrande. 
Enquanto isso, Arnaldinho Borgo ainda nem se filiou a um partido e não montou um palanque robusto.
O prazo para os pretensos candidatos filiarem-se, de acordo com a legislação eleitoral, segue até abril. Este, porém, é o mesmo mês em que Ricardo deve assumir o governo no lugar de Casagrande, uma vez que a expectativa é que o socialista renuncie ao mandato para disputar o Senado.
Se esperar até lá, ou se for forçado a aguardar esse tempo todo por um abrigo, o prefeito de Vila Velha pode se deparar com um contexto ainda mais desfavorável, com o vice-governador alçado a um posto de visibilidade e potencialmente ainda mais fortalecido.
Termina em abril também o prazo para o próprio Arnaldinho renunciar ao mandato de prefeito para poder concorrer ao cargo de governador. Basicamente, é o mês do "vai ou racha".
Arnaldinho pode fazer gols na prorrogação e nos pênaltis, sim, mas isso se a torcida for tão fervorosa ao ponto de ser chamada de "12º jogador", ou seja, somente as pesquisas de intenção de voto podem virar o placar.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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