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Eleições 2022

Aridelmo Teixeira define nome de vice na disputa pelo governo do ES

Camila Domingues, também do Novo, integra a chapa ao lado do ex-secretário da Fazenda da Prefeitura de Vitória

Publicado em 27 de Junho de 2022 às 02:10

Públicado em 

27 jun 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Aridelmo Teixeira e Camila Domingues
Aridelmo Teixeira e Camila Domingues Crédito: Divulgação
O ex-secretário da Fazenda da Prefeitura de Vitória Aridelmo Teixeira (Novo) já tem uma companheira de chapa na disputa pelo governo do Espírito Santo. Trata-se da comunicóloga, como agora prefere se definir, a jornalista Camila Domingues. Também filiada ao Novo, ela embarca na primeira candidatura a um cargo eletivo.
Camila atuou na TV Gazeta por 19 anos, até 2019. Depois, passou a atuar como "mentora em comunicação, vida e carreira". Ela presta assessoria de oratória, apresenta e roteiriza vídeos da pré-campanha de Aridelmo postados nas redes sociais.
Filiou-se ao Novo em abril, quando já atuava para o pré-candidato e, recentemente, recebeu o convite para disputar como vice.
"Me convidaram para ser candidata a deputada federal ou estadual no prazo final de filiação", contou a comunicóloga. Aridelmo diz que a ideia de ela ocupar um lugar na chapa majoritária surgiu "de forma natural".
"Começamos a trabalhar juntos em dezembro. Camila foi assumindo um protagonismo dentro da equipe, capturando o sentimento da rua, fazendo ponte comigo e com o restante da equipe. O convite foi natural, ela foi virando a vice no projeto", avaliou o pré-candidato.
"Aridelmo não tinha expertise de estar voltado para a comunidade, como está agora. Ele precisava de uma pessoa que gosta de gente, como eu gosto", resumiu Camila.
Aridelmo apareceu em pesquisa realizada pelo Ipec e divulgada no início de maio com 1% das intenções de voto na corrida pelo Palácio Anchieta.
"Ela (Camila) vai somar não só por ser famosa, mas por ser ligada ao nosso propósito", acredita o pré-candidato.
O Novo é um partido de direita, que tem pré-candidato próprio à Presidência da República também, o cientista político Luiz Felipe D'Ávila.
Camila diz que se identifica com a legenda. 
"O Novo quer cuidar do cidadão e pensar não no problema e sim gerar possibilidades para a pessoa fazer a coisa acontecer. Gosto de motivar a pessoa a fazer alguma coisa. Eu me identifiquei com o Novo, com a percepção do empresário, que quer fazer mais pela comunidade. Uma coisa que chamou minha atenção foi o Novo não usar o fundo partidário", afirmou à coluna.
O partido vem, portanto, com chapa puro-sangue, não conta com parceiros de outras siglas.
Subir nas pesquisas de intenção de voto deve ser um desafio e tanto para Aridelmo e Camila. No Ipec, o ex-secretário municipal da Fazenda estava na lanterna.
CONGESTIONAMENTO
O campo da direita está congestionado no estado. Além de Aridelmo, há como postulantes ao governo estadual: o ex-deputado federal Carlos Manato (PL), o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD); o presidente da Assembleia Legislativa Erick Musso (Republicanos) e o deputado federal Felipe Rigoni (União Brasil).
Aliás, Erick Musso é aliado do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), a quem Aridelmo serviu como secretário. 
Quem está na frente na disputa, no entanto, é o governador Renato Casagrande (PSB). O senador Fabiano Contarato (PT) segue como uma peça indecisa no tabuleiro, à espera da decisão do próprio partido a respeito da manutenção ou não de sua candidatura.
Em 2018, Aridelmo Teixeira concorreu ao governo do Espírito Santo. Ficou em último lugar, com 3,5% dos votos. Ele diz que, na ocasião, queria apenas defender o programa  Escola Viva, implementado pelo governo Paulo Hartung (então filiado ao MDB), do qual ele não fez parte oficialmente. "Mas atuei como voluntário no Escola Viva", lembrou.
Aridelmo é empresário do ramo da educação.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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