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Loenel Ximenes

“Por que o prefeito de São Mateus guardava sacos com papel picado?”

Segundo a coluna apurou, material apreendido pode indicar tentativa de destruição de provas de crimes

Publicado em 28 de Setembro de 2021 às 14:48

Públicado em 

28 set 2021 às 14:48
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Parte dos sacos repletos de papel picado recolhidos pela PF na residência e no gabinete do prefeito Daniel da Açaí
Parte dos sacos repletos de papel picado recolhidos pela PF na residência e no gabinete do prefeito Daniel da Açaí Crédito: Assessoria de Comunicação da PF/ES
A Polícia Federal encontrou R$ 400 mil em dinheiro vivo na casa do prefeito de São Mateus, Daniel da Açaí (sem partido), mais R$ 300 mil, também em espécie, numa empresa que pertence a ele, além de joias cujo valor ainda não foi avaliado. Mas nada intrigou mais os agentes da PF que os cerca de 20 sacos pretos, repletos de papel picado, recolhidos na residência do prefeito e em seu gabinete na prefeitura. Aí tem coisa. E tem mesmo.
Segundo a coluna apurou, a PF investiga a hipótese de o material ser resultado da tentativa de destruição de provas de crimes cometidos na administração pública mateense. Todos os sacos foram recolhidos à Delegacia da Polícia Federal em São Mateus para serem periciados.
Segundo fontes ouvidas pela coluna, a Operação Minucius, como foi batizada, não vazou, haja vista o desfecho vitorioso, com a apreensão de dinheiro, joias e prisões dos suspeitos, inclusive do próprio Daniel da Açaíapontado pela Polícia Federal como chefe de uma organização criminosa.
A investigação apura a existência de possíveis desvios de recursos públicos federais em São Mateus (ES) em diversas áreas, como no combate à pandemia do coronavírus, pavimentação urbana e construção de habitações populares.
A investigação foi conduzida pela PF, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), e, ao longo das investigações, foram verificadas diversas irregularidades, tais como possível direcionamento da contratação, bem como a utilização de laranjas para recebimento de valores. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), que participou da operação, os valores totais pagos pela prefeitura às empresas investigadas são de R$ 51.811.159,75.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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