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Leonel Ximenes

Família que perdeu tudo em roubo faz igreja a 800m de altitude no ES

Promessa feita no começo do século 20 foi a origem do pequeno templo que comemora festa neste sábado (16)

Publicado em 16 de Agosto de 2025 às 03:11

Públicado em 

16 ago 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

A igreja de São Roque na localidade de São Roque de Quarto Território
A igreja de São Roque na localidade de São Roque de Quarto Território Crédito: Prefeitura de Alfredo Chaves
Uma singela igrejinha fruto de uma promessa, inaugurada há mais de 120 anos e erguida a 800 metros do nível do mar é o local onde centenas de fiéis católicos vão se encontrar, neste sábado (16), às 11h, na localidade de São Roque de Quarto Território, a 14 quilômetros da sede de Alfredo Chaves, no Sul do Espírito Santo.
Romeiros de várias partes do município se reunirão inicialmente em um ponto estratégico, conhecido como “o pé do morro” para fazer a subida até a pequena igreja de São Roque. A missa, prevista para 13h, será o ponto alto da festa e será presidida pelo padre Diego Azevedo. Em seguida, às 15h, serão promovidos leilões de bezerros e shows de forró.
De acordo com a Igreja Católica do município, quase 3 mil pessoas participam da festa todos os anos.

A HISTÓRIA DA CAPELA

A Família Partelli construiu uma capela no alto de um morro para agradecer a uma prece atendida, na comunidade de Quarto Território, em Alfredo Chaves. Em 1899, o italiano Amadeu Partelli, já instalado no município, resolveu partir para o Rio Grande do Sul para procurar terras mais férteis.
Ao chegar ao novo destino, ele e sua mulher foram roubados e ficaram sem nenhum pertence. Como ele era muito religioso, fez uma promessa a São Roque que, se conseguisse voltar para Alfredo Chaves, precisamente para a comunidade de Quarto Território, iria construir uma capela em devoção ao santo.
Como a graça foi alcançada, no dia 16 de agosto de 1902, ele inaugurou a igrejinha construída de pau a pique, onde a comunidade celebra missa até hoje uma vez por ano.
Segundo relatos, depois de muitos anos a igreja pegou fogo. Mais tarde foi construído um cruzeiro no local das ruínas e o pároco da cidade começou a celebrar missas anuais.
Em 1943 foi erguida uma nova capela, cujos materiais para a construção foram conduzidos por burros. Em 1997 foi erguida a torre da igrejinha e instalada a energia provisória. Somente em 2007 a energia foi colocada definitivamente e instalada uma bomba para levar água até o alto do morro.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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