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Leonel Ximenes

Enfermeira da linha de frente da Covid planta jequitibá no Convento

Muda da árvore símbolo do Espírito Santo é uma homenagem às vítimas da pandemia

Publicado em 09 de Abril de 2021 às 13:43

Públicado em 

09 abr 2021 às 13:43
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

A enfermeira Júnia planta a muda de jequitibá-rosa, observada pelo frei Paulo e pelo professor Schettino
A enfermeira Júnia planta a muda de jequitibá-rosa, observada pelo frei Paulo e pelo professor Schettino Crédito: Fabrício Saiter
Árvore símbolo do Espírito Santo, um jequitibá-rosa foi plantado nesta manhã, na mata do Convento da Penha, em homenagem às vítimas da Covid-19 em todo o mundo. A muda foi plantada próximo à subida da Ladeira da Penitência pela enfermeira Júnia Ferreira Bedone, que atua no Hospital Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, referência para tratamento dos pacientes com a doença.
O ato foi acompanhado pelo frei Pedro de Oliveira, representando a fraternidade franciscana do Convento e organizador do projeto ambiental, e pelo engenheiro florestal e professor Luiz Fernando Schettino, que doou a muda de jequitibá.
É o segundo plantio de um jequitibá-rosa na mata do Convento da Penha. No dia 4 de outubro do ano passado, no Dia de São Francisco de Assis, fundador da ordem franciscana e considerado um santo protetor da natureza, uma outra muda foi afixada no local, com a presença do governador Renato Casagrande (PSB).
A placa em homenagem às vítimas da Covid afixada junto ao jequitibá-rosa
A placa em homenagem às vítimas da Covid afixada junto ao jequitibá-rosa Crédito: Divulgação
“O jequitibá é o rei da floresta, é uma árvore que se destaca e, por lei, é a árvore símbolo do Espírito Santo”, destaca Schettino. Ele explica que o frei Paulo Roberto, guardião do Convento que está internado no hospital para se tratar da Covid, teve a ideia de plantar uma muda de jequitibá em cada edição da Festa da Penha. A desta sexta (9) é a primeira desse calendário e foi plantada em intenção às vítimas da pandemia.
Schettino chama atenção para o fato de que a pandemia não surgiu por acaso. “As pandemias, e isso é importante registrar, têm uma relação com a ação do homem sobre a natureza. As pessoas agora vão ter um local para lembrar as vítimas da Covid, para manifestar sua fé e também para pensar nessa relação do homem com a natureza.”
A meta agora, segundo o engenheiro florestal, é fazer uma alameda de jequitibá na mata do Convento. Outra muda, de jequitibá-branco, foi plantada também nesta sexta, na estrada lateral, em homenagem ao guardião frei Paulo Roberto, que está completando o ciclo de seis anos à frente da fraternidade franciscana do Convento. “São símbolos de um novo tempo, da paz, da ecologia, da espiritualidade”, define Schettino.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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