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Leonel Ximenes

Climão no 7 de Setembro em Vitória: Pazolini não foi à festa

"Deve ter tido outro compromisso mais importante",  comentou, em tom de ironia, o governador Casagrande, sobre a ausência do adversário político

Publicado em 07 de Setembro de 2022 às 15:23

Públicado em 

07 set 2022 às 15:23
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

À direita, o coronel Penalva, comandante do 38º BI, faz o hasteamento da bandeira de Vitória
À direita, o coronel Penalva, comandante do 38º BI, faz o hasteamento da bandeira de Vitória Crédito: Hélio Filho/Secom/ES
O desfile dos 200 anos da Independência do Brasil foi realizado na manhã desta quarta-feira (7) em Vitória, como manda a tradição. Mas cadê o prefeito da cidade, Lorenzo Pazolini (Republicanos)? Ninguém sabe, ninguém viu. A ausência ilustre foi o principal assunto comentado entre autoridades e o mundo político nesta data cívica.
O governo do Estado, promotor do evento, diz que todos os prefeitos foram convidados para a festa. Na ausência de Pazolini, quem hasteou a bandeira da Capital, antes do desfile militar, foi o coronel Penalva, comandante do 38º Batalhão de Infantaria.
“O prefeito [Pazolini] deve ter tido outro compromisso mais importante”, disse o governador Renato Casagrande (PSB), com uma ponta de ironia, em conversa com a imprensa. O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), foi e ficou ao lado do governador na cerimônia de hasteamento das bandeiras.
A coluna, por duas vezes, indagou a Pazolini por que ele não foi ao desfile na Avenida Beira-Mar, em Vitória, mas o prefeito ainda não respondeu.
A ausência de Pazolini em um momento tão importante e simbólico da vida nacional é mais um capítulo das relações tensas que o prefeito mantém com Casagrande, seu adversário político.
Outro episódio desse novelão aconteceu no Sambão do Povo, no Carnaval, quando o prefeito foi a estrela solitária da cerimônia de entrega das chaves da cidade ao Rei Momo, sem a presença do governador, como é tradição.
Coadjuvando o prefeito estava o presidente da Assembleia e seu aliado, Erick Musso (Republicanos), que também não apareceu no desfile do 7 de Setembro. Casagrande diz que não foi convidado para a cerimônia simbólica no Sambão.
As relações entre os dois líderes azedaram de vez quando Pazolini, em um discurso em uma escola, disse que havia corrupção no governo do Estado. O Palácio Anchieta reagiu, as denúncias foram encaminhadas à Polícia Federal, mas até agora não se sabe o desfecho do caso.

CLIMÃO TAMBÉM COM PAULO HARTUNG

Não é a primeira vez que as duas maiores lideranças políticas do Estado entram em choque por causa do desfile de 7 de Setembro. Quando governador, Paulo Hartung transferiu a solenidade, por dois anos consecutivos, para Linhares e Guarapari, o que foi considerado uma afronta ao então prefeito Luciano Rezende, adversário figadal de PH.
Ou seja, o que era pra ser uma data cívica de união entre brasileiros e capixabas se transformou em um ringue para a luta política entre desafetos. Neste caso, está mais para morte (da convivência democrática) do que independência. Certo, dom Pedro?

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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