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Leonel Ximenes

Cidades do ES passam vergonha no ranking do saneamento básico no Brasil

Das 100 maiores cidades do país, a mais bem colocada do Espírito Santo aparece apenas em 50° lugar

Publicado em 22 de Março de 2022 às 14:55

Públicado em 

22 mar 2022 às 14:55
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Falta de saneamento básico, um problema que ainda persiste no Brasil
Falta de saneamento básico, um problema que ainda persiste no Brasil Crédito: Carolina Monteiro/Agência Brasil
Nenhuma cidade do Espírito Santo está no ranking das 20 com melhor saneamento básico do país, de acordo com o levantamento do Instituto Trata Brasil, que faz a análise do serviço nas 100 maiores cidades do Brasil.
Serra ocupa a 50ª posição, Vitória é a 53ª enquanto Vila Velha está na 71ª. Cariacica, por sua vez, está entre as 20 piores do ranking das 100 melhores. O município cariaciquense é o 86º do levantamento feito pelo Trata Brasil.
Em primeiro lugar no ranking do saneamento está Santos (SP), seguido por Uberlândia (MG) e São José dos Pinhais (PR). São Paulo, a maior cidade do país, ocupa o 4º lugar. Na outra ponta, Macapá, a capital do Amapá, está em último lugar na classificação.
A ausência de acesso à água tratada atinge quase 35 milhões de pessoas e 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, o que acaba levando centenas de pessoas a serem hospitalizadas por doenças de veiculação hídrica.
Os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) apontam que o país ainda tem uma dificuldade com o tratamento do esgoto, do qual somente 50% do volume gerado são tratados – isto é, mais de 5,3 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são despejadas na natureza diariamente.
As cidades que estão mais bem colocadas no ranking têm as seguintes características: a cobertura de água tratada aumentou de 93,5% para 94,4% entre 2019 e 2020; a população com acesso a coleta de esgoto também cresceu de 74,5% para 75,7%; o esgoto tratado passou de 62,2% para 64,1%; mas na contramão dos outros indicadores, a perda de água na distribuição aumentou de 35,7% para 36,3%. Neste caso, o aumento significa piora, já que mais água está sendo desperdiçada.
Em entrevista ao G1, a presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, destaca que a melhora da maioria dos indicadores é positiva, mas o ritmo é abaixo do esperado. “A tendência de melhora é baixa. Nós vemos um ganho de 0,9, 1,2 e 1,9 ponto percentual nos indicadores, o que ainda é muito pouco para a realidade que nós temos no país”, lamenta.
O documento do Instituto Trata Brasil, divulgado nesta terça-feira (23),considera os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes ao ano de 2020.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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