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Reflexão

Mulheres, bibliotecários e poesia: três temas para se refletir em março

8 de março é Dia Internacional da Mulher, 12 de março é Dia do Bibliotecário, e 21 de março é Dia Mundial da Poesia. Datas comemorativas destinam-se a provocar reflexão e debate

Publicado em 10 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

10 mar 2021 às 02:00
João Baptista Herkenhoff

Colunista

João Baptista Herkenhoff

Montagem datas comemorativas
Dia Internacional da Mulher, Dia do Bibliotecário e Dia Mundial da Poesia são celebrados em março Crédito: Montagem/Freepik
As datas comemorativas têm finalidade pedagógica.  Destinam-se a provocar reflexão e debate sobre o tema a que a data se refere.  No mês de março temos as seguintes datas comemorativas, dentre outras:
Poderia ter selecionado outras datas, mas optei por estas porque gostaria de refletir sobre os três temas a que as datas se referem.
A mulher tem conquistado direitos no Brasil. A Constituição relaciona alguns desses direitos. O principal direito da mulher é o direito de não ser inferiorizada. Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.  Infelizmente a realidade está distante do mandamento constitucional.  Mulheres têm salários menores que os homens.  Cargos de chefia cabem majoritariamente ao sexo masculino.
Um país não avança intelectualmente se não houver bibliotecas públicas espalhadas por todo o país. As bibliotecas exigem a presença dos bibliotecários. Devo a uma bibliotecária grande parte do amor que adquiri pelos livros. Eu a chamava de Dona Telma. Era a responsável pela Biblioteca Municipal de Cachoeiro de Itapemirim.
Indicava-me, e aos colegas, os bons livros. Transmitia aos frequentadores de nossa Biblioteca Pública o gosto que ela própria tinha pela leitura. Ensinava-nos a conservar os livros com capricho, cuidado e carinho. Seria desejável que, em todos os municípios do Brasil, houvesse uma biblioteca municipal, além de outras bibliotecas.
A vizinhança afetiva, quase mística, entre o operário e o livro, lembra-me a cena que considero a mais bela do filme “O Carteiro e o Poeta”. 
Trata-se daquele diálogo em que o poeta (Neruda, representado por Philippe Noiret) diz ao carteiro (Mario Ruoppolo, representado por Massimo Troisi) que, na alma dele, carteiro, já ardia a chama da poesia.
Ele, carteiro, era poeta sem o saber.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

João Baptista Herkenhoff

É juiz de Direito aposentado e escritor. Aborda temas atuais com uma visão humanista, com foco nos direitos humanos. Escreve às quartas

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