Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Política na Europa

O que acontecerá em Portugal com a reprovação do orçamento para 2022?

As atenções se voltam para o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que já havia declarado que, caso o orçamento não fosse aprovado, convocaria novas eleições para janeiro de 2022

Publicado em 05 de Novembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

05 nov 2021 às 02:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

Após seis anos, o Partido Socialista de Portugal teve seu Orçamento de Estado reprovado. Conforme já era previsto, a Assembleia da República de Portugal votou contra a proposta do orçamento para o exercício de 2022. Não deu certo a aliança com a esquerda, quando os partidos como o Bloco de Esquerda e o PCP (Partido Comunista), numa espécie de “puxadinho”, também conhecida como geringonça aqui em Portugal, dava maioria ao PS (Partido Socialista) para governar - criou-se, assim, uma crise política sem necessidade.
Embora muitos analistas portugueses entendam que essa reprovação do orçamento pode ter sido de caso pensado pelo primeiro-ministro, Antonio Costa, o fato é que a governabilidade do país está em risco. Aproveitando disputas internas nos partidos de centro e direita, o primeiro-ministro viu a oportunidade de ter maioria absoluta para governar, sem o incômodo, mas necessário, apoio do PCP, tradicional aliado do PS. No fundo, o PCP bem que tentou empurrar uma pauta com reivindicações nada orçamentárias, só que desta vez não deu certo.
Agora as atenções se voltam para o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que já havia declarado que, caso o orçamento não fosse aprovado, convocaria novas eleições para janeiro de 2022. Na prática, existe a pressão de um lado para que as eleições sejam marcadas para mais tarde e, assim, a direita teria mais tempo para se reorganizar, já que os dois partidos, o PSD e o CDS, estão em disputa interna de lideranças e com o próprio PS, para o qual o quanto antes as eleições forem realizadas, melhor será o seu desempenho eleitoral.
É bem verdade que tudo isso é em tese. O fato é que Portugal arranjou para si, uma crise desnecessária. Num momento de recuperação econômica, o país estava prestes a receber 16,6 bilhões de euros da União Europeia, através do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), só recebeu uma primeira parcela e as demais estão suspensas por conta do orçamento. Por outro lado, não podemos esquecer que a pandemia ainda não terminou.
Sem orçamento, boa parte dos investimentos será travada, pois o governo terá que administrar o país por duodécimos, o que na prática é a divisão do orçamento de 2021 por 12 parcelas. A palavra agora é do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que convocará novas eleições em 2022, em data a ser definida. A ver.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Dona Diva virou símbolo de cuidado com os mais vulneráveis em Colatina
Morre aos 94 anos Diva Guerra, fundadora do Lar Irmã Sheilla, em Colatina
Senador Jaques Wagner
Jaques Wagner nega irregularidades e diz que relação com Vorcaro é praticamente zero
Imagem de destaque
4 receitas leves e saudáveis com lentilha para um jantar proteico

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados