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Combate à violência

Força-tarefa de segurança pública do ES se consolida com PM, PC e Polícia Penal

A assinatura do acordo de cooperação técnica e do aditivo para a adesão dos novos parceiros acontecerá no gabinete do governador Renato Casagrande, na manhã da próxima segunda-feira (6)

Publicado em 04 de Março de 2023 às 00:35

Públicado em 

04 mar 2023 às 00:35
Eugênio Ricas

Colunista

Eugênio Ricas

Nos últimos 18 meses, escrevi algumas vezes sobre a Força-Tarefa de Segurança Pública (FTSP) do Espírito Santo. Nenhuma das vezes, no entanto, foi tão representativa quanto esta. A partir da próxima semana, nosso Estado passará a contar com a mais completa força-tarefa do país.
Com componentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e todas as guardas municipais da Região Metropolitana de Vitória, a FTSP terá também as imprescindíveis presenças da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal. A assinatura do acordo de cooperação técnica e do aditivo para a adesão dos novos parceiros acontecerá no gabinete do governador Renato Casagrande, na manhã da próxima segunda-feira (6).
Operação Volátil II, da Polícia Federal, investiga fraude na compra de álcool em gel
Polícia Federal Crédito: Fernando Madeira
Para quem não sabe, de forma bem resumida e didática, força-tarefa é uma unidade (ou a união de diversas unidades ou instituições) militar ou civil criada por tempo determinado, para alcançar um fim específico. No caso das forças-tarefas de segurança pública (que têm sido formadas em todos os estados do país) os convênios podem ser renovados todos os anos e o objetivo é contribuir com a segurança pública atacando, principalmente, a criminalidade violenta e organizada.
Diferentemente de outras iniciativas que já aconteceram, as forças-tarefas de segurança pública não têm a missão exclusiva de produzir apenas inteligência. Os participantes da FTSP cooperam (no sentido estrito da palavra, ou seja, operam em conjunto) investigando crimes praticados por organizações criminosas.
Com a coordenação operacional e estratégica compartilhada entre todos os entes que compõem a força-tarefa, as investigações são decididas em conjunto e realizadas do início ao fim com o objetivo não só de prender criminosos e apreender armas e drogas, mas de descapitalizar as quadrilhas. O objetivo final, portanto, é identificar as organizações criminosas, prender seus integrantes e retirar todo seu patrimônio, como dinheiro, veículos, imóveis, etc.
Desde a constituição da Força-Tarefa de Segurança Pública do Espírito Santo, em novembro/2021, muito trabalho de qualidade já foi realizado. A partir de sua formação, a equipe dedicada à FTSP já prendeu 79 pessoas, apreendeu 57 armas, 20.824 munições, 435 kg de cocaína e mais de um milhão de reais em espécie. A tendência, a partir de agora, é que os resultados sejam ainda mais expressivos, com a participação das forças de segurança estaduais.
Ninguém tem dúvidas da sofisticação e do poder de organização dos criminosos e do crime organizado. Por esse motivo, é imprescindível que as forças de segurança se unam não só para compartilhar informações, mas para, além disso, cooperarem contra a criminalidade.
Nesse sentido, o Espírito Santo sai na frente e, mais uma vez, serve de exemplo para o restante do país ao agregar, num mesmo ambiente, instituições federais, estaduais e municipais que conjuntamente colocarão a mão na massa para combater a bandidagem. Ganhamos todos nós capixabas, que teremos, sem dúvida alguma, um Estado mais seguro para vivermos.

Eugênio Ricas

É superintendente regional da Polícia Federal no Espírito Santo, ex-secretário da Justiça e ex-secretário de Controle e Transparência do Espírito Santo, mestre em Gestão Pública pela Ufes

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