Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2026

É tempo de acordos e decisões nas políticas nacional e capixaba

Acordos, decisões, formação de chapas para deputados estaduais, deputados federais e senadores. E alianças para governador e vice-governador e para presidente da República. Tudo permeado por consensos ou por conflitos

Publicado em 21 de Fevereiro de 2026 às 03:00

Públicado em 

21 fev 2026 às 03:00
Antônio Carlos de Medeiros

Colunista

Antônio Carlos de Medeiros

Agora o calendário gregoriano vai direcionar os “tempos” da política nacional e da política capixaba. Até o início de abril, saberemos quem sai e quem fica. Até o início de agosto, saberemos quem vai para as disputas.
Portanto, agora é hora de a onça beber água e de atravessar o rubicão. Acordos, decisões, formação de chapas para deputados estaduais, deputados federais e senadores. E alianças para governador e vice-governador e para presidente da República. Tudo permeado por consensos ou por conflitos — às vezes com uma traição aqui e outra ali.
No plano nacional, as eleições presidenciais estão em aberto. A pesquisa Quaest de fevereiro cravou na pesquisa espontânea: 65% de indecisos. A rigor, tudo pode acontecer.
As pesquisas evidenciam o crescimento gradual do centro do espectro político (não confundir com Centrão). Pode até impulsionar, ainda, uma candidatura de corte liberal social pela estrada do centro político. Com uma tendência para a centro-direita. Neste momento, a especulação política crava a potencial candidatura do governador Ratinho Junior (PSD) do Paraná.
Na atual conjuntura, de cansaço com a polarização política, o busílis é saber quem vai conseguir articular uma Frente Ampla. Uma coalização real sem hegemonia do PT de Lula ou do PL de Flávio Bolsonaro. Difícil. Mas possível.
No meio do caminho, a tarefa de todos, já em curso, é a formação de palanques estaduais. Não vamos esquecer que a política brasileira tem raiz nos estados e municípios.
No plano estadual, a novidade do carnaval foi a aproximação política do prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB) com o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). O “enredo”, neste momento, é o de que por volta de abril eles vão decidir quem será candidato a governador e quem será candidato a senador.
A rigor, portanto, a pré-candidatura que está confirmada é a do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). Nas pesquisas ele aparece na liderança, seguido de perto pelo prefeito Lorenzo Pazolini, por enquanto também pré-candidato a governador. Ainda estão para ser confirmadas as pré-candidaturas de Helder Salomão (PT), bem provável, e de Magno Malta (PL), ainda em aberto.
Deve-se, também, levar em conta o chamado “fator Paulo Hartung” (PSD). Em entrevistas, ele deixa em aberto que poderá, ou não, vir a ser candidato a um cargo majoritário – governador ou senador. Diz que é cedo para decidir e que a sua filiação recente ao PSD mostra que ele voltou a ser militante da política partidária, defendendo a renovação política no ES.
Hartung, aqui e ali, elogia as lideranças emergentes de Pazolini e Arnaldinho e mostra que compreendeu que o eleitorado está com a tendência de votar em perfis de centro-direita. Dialoga e articula nessa direção. Fontes nacionais dizem que o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, vê com bons olhos uma candidatura dele ao senado. A conferir.
Lorenzo Pazolini, Evair de Melo e Arnaldinho Borgo no Convento da Penha.
Lorenzo Pazolini, Evair de Melo e Arnaldinho Borgo no Convento da Penha. Crédito: Leonardo Duarte | PMV
Tudo somado, as eleições presidenciais deverão ser disputadas palmo a palmo, principalmente se a centro-direita conseguir costurar consenso mínimo em torno da candidatura de Ratinho Junior. Deverão ser eleições de segundo turno.
Aqui também, no Espírito Santo, as eleições para a governadoria deverão ter disputa acirrada, com tendência de ir para o segundo turno. Principalmente se Helder Salomão e Magno Malta entrarem mesmo na disputa. Também aqui, a disputa para a segunda vaga para o senado da República (lembrando que são duas vagas) deverá ser acirrada. Para a primeira vaga, o governador Renato Casagrande, segundo as pesquisas, lidera a disputa.
Tudo ainda vai depender da formação dos palanques estaduais – no caso das eleições presidenciais – e da formação das chapas para deputado estadual e deputado federal, além da segunda vaga para o senado – no caso do ES.
Tanto a equação nacional quanto a equação estadual dependem também de saber, lá na frente, se vai ser confirmada a tendência (atual) de alienação eleitoral (brancos, nulos e abstenções) e/ou de voto de protesto.
A preço de hoje, o clima na maioria da sociedade é de cansaço com a polarização e de rejeição à política e aos políticos.

Antônio Carlos de Medeiros

E pos-doutor em Ciencia Politica pela The London School of Economics and Political Science. Neste espaco, aos sabados, traz reflexoes sobre a politica e a economia e aponta os possiveis caminhos para avancos possiveis nessas areas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
O que explica derrota histórica de Lula no Senado (e qual recado envia ao STF)
Prosperidade vence Brasil de Farroupilha na Copa do Brasil Feminina 2026
Prosperidade elimina Brasil de Farroupilha nos pênaltis e avança na Copa do Brasil Feminina
Primavera-MT x Rio Branco, pela Copa Verde
Rio Branco empata, conta com combinação de resultado e avança na Copa Verde

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados