Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Economia

Exportações do ES em 2021 vão superar em valor e quantidade as de 2020

Preços do minério de ferro e do petróleo deverão subir cerca de 13%. Volumes embarcados crescerão em função do aumento da demanda e do reinício da produção da Samarco

Publicado em 05 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

05 fev 2021 às 02:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

Porto de Vitória recebe navio com maior comprimento de sua história
Porto de Vitória: exportações são atividade essencial para a economia capixaba  Crédito: Vitor Jubini
Referindo-se às exportações do Espírito Santo, atividade essencial para a nossa economia, o cenário indica que este ano será melhor do que o anterior - mesmo que a redução da influência negativa da Covid-19 no mundo dos negócios só ocorra expressivamente no segundo semestre. A melhoria esperada baseia-se em dois eixos: aumento do volume a ser exportado e preços mais altos.
Os preços das principais commodities produzidas no Brasil devem subir ao longo de 2021 e alavancar a receita das exportações, segundo estimativa da Tendência Consultoria veiculada pela Agência Estado e Infomoney. A expectativa de que minério de ferro e petróleo registrem alta de 12,9%. Isso é boa notícia para o Espírito Santo. Estimula investimentos.
Em 2020, quedas acentuadas no valor exportado de minério de ferro (-43,4% em comparação com o ano anterior) e na receita das exportações de óleo bruto (-44,1%) foram decisivas na retração de 41,7% no montante total das exportações capixabas. O preço do petróleo caiu 22,5%. Chegou ao fundo do poço com o barril cotado a US$ 19,54 em abril, quando o mundo estava em lockdown. 
Outros ramos da nossa indústria de transformação também se deram mal. Dados do Ministério da Economia indicam que as exportações dessa categoria recuam, em média, 48,9%, de janeiro a dezembro do ano passado. Os maiores tombos foram em laminados planos de ferro e aço (-55,1%) e outras ligas de aço (-68,2%).
A quantidade de produtos exportados pelo Estado também diminuiu em 2020: - 35,2% na comparação com 2019, refletindo o arrefecimento do consumo mundial provocado pela pandemia. O prejuízo às exportações capixabas foram mais intensos do que na média nacional. Obviamente, houve consequência financeira. A receita das exportações do Brasil recuou 6,1% em relação a 2019; a do Espírito Santo despencou 41,7%, diferença assustadora quanto incômoda. 
O minério de ferro, que comanda a pauta de embarques capixaba, é altamente dependente da demanda da China, cuja economia cresceu "apenas" 2,3% em 2020, resultado inadmissível para os chineses. O mais baixo em 44 anos. Agora, eles correm em busca da recuperação. A projeção é de que o PIB da China crescerá 8,2% em 2021. Estão fazendo de tudo para isso. Até exportando insumo para vacina para um problema que eles criaram. Nesse contexto, provavelmente, haverá aumento da demanda pelo minério de ferro, e isso interessa à economia do Espírito Santo.
Não é só por isso que deverá crescer em 2021 a quantidade de minério de ferro embarcada no litoral do Estado. O grande impulso é a Samarco, que voltou a operar após cinco anos de paralisação, em função do maior desastre ambiental do país. O reinício da produção no Complexo de Ubu tem estimativa de 7 a 8 milhões de toneladas de pelotas por ano, cerca de 26% da capacidade. O volume deve ser ampliado gradualmente, nos próximos anos.
O Espírito Santo registrou déficit de US 1,1 bilhão na balança comercial em 2020. As vendas renderam US$ 5,1 bilhões e as importações, US$ 6,2 bilhões - apesar da desvalorização de cerca de 30% do real frente, encarecendo os produtos vindos de fora. O saldo negativo teria sido pior, não fosse a boa performance das exportações do agronegócio, em média 9% maiores do que em 2019. Destaques para o café (as saídas do conilon capixaba ao exterior atingiram o recorde histórico: 4,8 milhões de sacas, superado em 733 mil sacas o recorde anterior, registrado em 2015).

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Investidores voltam a olhar para títulos atrelados à inflação diante do cenário de juros reais elevados
A rara janela dos juros reais: oportunidade ou armadilha para o investidor?
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 16/06/2026
Imagem de destaque
Fifa inocenta juiz de VAR da Copa por suposto gesto racista; entenda a polêmica

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados