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Agronegócio

Espírito Santo registra quebra na safra do café conilon

Os números não são oficiais, mas exportadores e comerciantes do setor estimam uma queda entre 20% e 30%. O conilon é o principal produto do agro capixaba

Publicado em 25 de Julho de 2024 às 03:50

Públicado em 

25 jul 2024 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

A produção capixaba de café conilon, a mais relevante do Brasil (70% do total) e uma das mais importantes do mundo, será menor em 2024 na comparação com 2023. A quebra de safra já é reconhecida pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV). Os números não são oficiais (aliás, a falta de dados precisos é um problema), mas exportadores e comerciantes do setor estimam uma queda entre 20% e 30%. A safra do ano passado, segundo os empresários e executivos do setor, ficou perto de 16 milhões de sacas, para 2024, não deve chegar a 13 milhões.
Trata-se de uma frustração de expectativas, afinal, a florada do conilon, no final de 2023, foi tida como espetacular e, portanto, o cenário era de que estávamos em vias de ter uma safra recorde. O problema é que o verão foi pouco chuvoso e muito quente. O resultado concreto foram plantas menos produtivas, grãos menores e de mais baixa qualidade. No ano passado, eram usados 280 litros de grãos para forrar uma saca (60 kg) de café pilado. Agora, estão sendo necessários até 360 litros.
O cenário que se vislumbra daqui para frente é, diante da escassez do produto, de manutenção dos preços em alta. A saca do conilon que, em julho do ano passado, estava valendo R$ 610,00, hoje, está cotada em R$ 1.260,00. Se a safra viesse forte como se esperava, certamente haveria uma queda nos preços, com essa quebra, a aposta, agora, é de manutenção firme destes patamares mais altos de preços e com viés de alta.
Saca de café conilon estocada em Linhares, Norte do ES
Saca de café conilon estocada em Linhares, Norte do ES Crédito: Abdo Filho

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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