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Logística

Americanos e europeus de olho em equipamento desenvolvido em Aracruz

Aparelho automático para levantar cargas de celulose, que começou a ser utilizado em meados do ano passado por Portocel, ampliou a eficiência e a segurança do terminal

Publicado em 22 de Junho de 2022 às 04:30

Públicado em 

22 jun 2022 às 04:30
Abdo Filho

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Abdo Filho

Embarque de celulose em Portocel, terminal especializado operado pela Suzano em Aracruz, ES
Embarque de celulose em Portocel, terminal especializado operado pela Suzano em Aracruz, ES Crédito: Portocel/Divulgação
Um dos momentos mais complicados e perigosos de Portocel, porto da Suzano especializado em celulose localizado em Aracruz, se dava quando quatro operadores precisavam engatar, manualmente, a carga ao guindaste. Há pouco mais de um ano, esse processo foi automatizado com a entrada em ação do spreader automático de alta capacidade (equipamento usado para levantar contêineires e cargas unitizadas). Uma inovação genuinamente capixaba que está prestes a ganhar os portos mundo afora.
Os trabalhos partiram de uma inquietação que surgiu dentro do porto. Quase tudo vinha evoluindo, ganhando eficiência e sendo automatizado, mas um dos momentos mais perigosos da operação seguia como era há muito tempo. "Já havia um desejo, mas a ideia de automatizar começou a ganhar corpo em 2016. O resultado, um ano depois da operação andando, é muito bom. Estamos operando com mais segurança, mais eficiência e os profissionais foram realocados. Posso dizer que revolucionou todo o setor", comemora Alexandre Mori, gerente-executivo de Portocel. "O mundo está atrás desse equipamento, afinal, por lá segue como era antes. Estamos sendo acionados por portos de Europa e Estados Unidos, querem olhar como funciona e avaliar a viabilidade".
O desenvolvimento da primeira versão do spreader automático, que custou algo próximo a R$ 5 milhões, se deu numa parceria entre Portocel, Forte Mar (empresa de Aracruz), Saur (empresa brasileira especializada em movimentação de carga) e a multinacional finlandesa Pöyry, que presta serviços de engenharia. Uma segunda versão - mais inteligente, com mais capacidade e mais fácil de usar - está sendo tocada pela Ufes.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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